Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Governadores de direita se calam após vídeo de Bolsonaro

Governadores aliados de Jair Bolsonaro não comentaram vídeo em que ele admite violação de tornozeleira eletrônica após prisão.

No último fim de semana, um vídeo onde o ex-presidente Jair Bolsonaro admite ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica gerou repercussão, mas os governadores de direita aliados a ele não se manifestaram publicamente sobre o caso. Cláudio Castro (PL), Jorginho Mello (PL), Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) já haviam expressado apoio ao ex-presidente antes da divulgação do vídeo, mas se abstiveram de novos comentários até a tarde deste domingo.

A ausência de comentários dos governadores

Após a publicação do vídeo, que começou a circular por volta das 16h de sábado (22), muitos governadores de direita se limitaram a publicações anteriores de apoio a Bolsonaro. A única manifestação visível foi do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que no sábado, às 15h26, fez um post no X (Twitter) argumentando que a “Justiça hoje no Brasil é utilizada apenas como arma de perseguição ideológica”. Essa foi a última interação dos governadores no tema até o momento desta reportagem.

Além de Zema, Jorginho Mello divulgou um comunicado mais cedo no mesmo dia, às 8h, onde defendeu que “Jair Bolsonaro não teve um julgamento justo e vem sendo privado de liberdade antes mesmo da sua condenação”. Contudo, após a circulação do vídeo, não houve novos comentários por parte deles.

Outra exceção foi Ronaldo Caiado, que se encontra no hospital para um procedimento cirúrgico após sofrer uma arritmia cardíaca. Em suas redes sociais, Caiado fez uma postagem às 13h24 de sábado, reiterando apoio a Bolsonaro e classificando sua prisão como “mais um triste capítulo da vida política nacional”.

A prisão e as declarações de Bolsonaro

Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de sábado, por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes. A medida foi acatada a pedido da Polícia Federal, que indicou a necessidade de garantir a ordem pública. O temor era de que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, pudesse gerar tumultos e complicar a segurança em torno da prisão domiciliar.

De acordo com a decisão do ministro, Bolsonaro admitiu ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica, fato que ficou evidente através do vídeo que foi amplamente compartilhado nas redes sociais. A situação foi ainda mais complicada pela versão que o ex-presidente apresentou durante a audiência de custódia no STF, na qual mencionou sentir-se “alucinado” e acreditar que havia uma escuta em seu equipamento de monitoramento.

Esse estado psicológico foi usado por seus advogados como justificativa para solicitar a reconsideração da prisão. Eles argumentaram que a tentativa de romper a tornozeleira estava ligada a uma “confusão mental” do ex-presidente, conforme destacado em relatórios médicos sobre seu estado de saúde.

Implicações e reações públicas

A não manifestação dos governadores aliados de Bolsonaro reflete uma estratégia cautelosa em um momento delicado para a política brasileira, onde a polarização continua a prevalecer. A coluna de especialistas acredita que a hesitação dos governadores em comentar o assunto poderá ter repercussões em suas respectivas bases eleitorais, além de apontar para um possível distanciamento das políticas mais extremas que caracterizaram os primeiros anos do governo Bolsonaro.

Enquanto isso, a situação do ex-presidente continua sendo um ponto central de debate entre apoiadores e opositores, com os desdobramentos da prisão e suas versões emocionando e polarizando o eleitorado nacional. O futuro político de Bolsonaro e de seus aliados permanece incerto, e as decisões que serão tomadas nos próximos dias terão um impacto significativo no cenário político brasileiro.

Assim, o silêncio dos governadores pode ser interpretado como uma tentativa de evitar atritos públicos em meio a uma situação tumultuada, mas também levanta questões sobre a lealdade e a estratégia política desses líderes diante da adversidade que o ex-presidente enfrenta.

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