Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Decisão de Moraes sobre violação de tornozeleira de Bolsonaro

Ministro do STF determina prazo de 24h para defesa de Bolsonaro se manifestar sobre violação de tornozeleira eletrônica.

O Brasil vive mais um momento tenso na política, onde a judicialização dos atos políticos se torna cada vez mais evidente. Neste cenário, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente uma manifestação em até 24 horas sobre a violação da tornozeleira eletrônica do ex-mandatário.

Relatório revela danos ao equipamento

A decisão foi decorrente de um relatório técnico enviado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal. O documento, junto a um vídeo, expõe os danos ao equipamento monitorador usado por Bolsonaro, que, conforme revelou o ex-presidente, foi tentado ser aberto por ele com um ferro de solda. Esse ato levanta questões sobre as intenções de Bolsonaro em relação ao cumprimento das medidas cautelares que lhe foram impostas.

Impacto da violação no status de Bolsonaro

A violação da tornozeleira eletrônica é considerada uma das razões para a prisão preventiva do ex-presidente, que foi realizada no último sábado. Bolsonaro foi levado à Superintendência da Polícia Federal após a repercussão do caso. No despacho, Moraes declarou que o sigilo sobre o relatório e o vídeo seria levantado, justificando que isso se faz necessário dada a “inúmeras informações errôneas que vêm sendo divulgadas sobre a ocorrência da violação”.

Diálogo revelador

No vídeo, é possível ver Bolsonaro dialogando com uma agente e admitindo que manuseou o equipamento. Ele justificou sua ação como uma “curiosidade”, destacando que não havia tentado puxar a pulseira de segurança, mas sim danificado o case da tornozeleira. O conteúdo deste diálogo é crucial para entender o contexto da situação e as possíveis reações de sua defesa.

  • Policial: “Equipamento 85916-5. O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?”
  • Bolsonaro: “Meti ferro quente aí. Curiosidade.”
  • Policial: “Que ferro foi? Ferro de passar?”
  • Bolsonaro: “Não, ferro de solda.”
  • Policial: “Aquele que tem uma ponta?”
  • Bolsonaro: confirma.
  • Policial: “O senhor tentou puxar a pulseira também?”
  • Bolsonaro: “Não, não, isso não.”
  • Policial: “Pulseira aparentemente intacta, mas o case violado. Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair?”
  • Bolsonaro: “Lá pro final da tarde.”

A decisão da prisão preventiva e suas justificativas

A decisão de Moraes de prender Bolsonaro atendeu a um pedido da Polícia Federal, que argumentou ser necessária para garantir a ordem pública. A PF relatou preocupações com uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, no local onde este cumpria prisão domiciliar, o que poderia gerar tumultos e um ambiente propício para uma possível fuga.

Moraes destacou em sua decisão que a convocação para essa vigília indicava uma tentativa de obstruir a fiscalização das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Ele afirmou ainda que as ações de Bolsonaro, ao tentar violar a tornozeleira, demonstravam uma clara intenção de escapar da situação em que se encontra, agravada pela confusão que a manifestação de seus apoiadores poderia causar.

Próximos passos

Bolsonaro permanecerá na Superintendência da PF até, pelo menos, domingo, quando ocorrerá sua audiência de custódia. Essa audiência objetiva avaliar a legalidade da prisão preventiva. Na próxima segunda-feira, a decisão do ministro Moraes será examinada pelos outros integrantes da Primeira Turma do STF, em uma sessão virtual extraordinária.

Este caso reflete a complexidade da atual conjuntura política brasileira, onde ações e decisões judiciais podem provocar reações intensas e dividir a opinião pública. O desenrolar desta situação deve ser acompanhado de perto, uma vez que pode ter impactos significativos na vida política do país.

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