Brasil, 1 de janeiro de 2026
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EUA reduzem tarifas para produtos brasileiros, mantêm manufaturados com 40%

Decisão dos EUA beneficia itens agrícolas como carne, café e frutas, mas mantém tarifas altas em máquinas e calçados brasileiros

A administração dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (20) a retirada de tarifas de 40% para mais de 200 produtos brasileiros, incluindo carne bovina, café, açaí, cacau e frutas. No entanto, manufaturados, como máquinas, motores e calçados, permanecem com a tarifa de 40%, mantendo a manutenção de tarifas elevadas para esses setores.

Efeitos e detalhes da nova medida de tarifas

A decisão beneficia produtos que entraram nos EUA a partir de 13 de novembro, data que coincide com reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando a questão foi discutida. Segundo um auxiliar do presidente Lula (PT), a medida é vista como uma “boa notícia e um passo na direção certa”, mas o governo brasileiro continua preocupado com a situação dos manufaturados, considerados setor importante para a economia nacional.

Na semana passada, os EUA já haviam reduzido as tarifas de aproximadamente 200 produtos alimentícios, de 50% para 40%, incluindo itens como café, frutas e derivados. Com a nova decisão, esses produtos voltam às taxas praticadas antes do tarifaço, facilitando a exportação de itens como carnes, cafés, frutas e cacau com tarifas menores ou inexistentes para alguns produtos.

Produtos beneficiados com a redução de tarifas

Itens que tiveram a tarifa de 40% retirada:

  • Carne bovina (todas as categorias)
  • Café (verde, torrado e derivados)
  • Frutas frescas, congeladas e processadas — incluindo laranja, abacaxi, banana, manga, açaí
  • Cacau e derivados
  • Especiarias (pimenta, gengibre, canela, cúrcuma etc.)
  • Raízes e tubérculos (mandioca em todas as formas)
  • Sucos e polpas de frutas
  • Fertilizantes (ureia, nitratos, fosfatados, nitrato de potássio)

O governo americano mantém as tarifas altas em produtos manufaturados brasileiros, o que ainda representa um obstáculo para a competitividade dessas indústrias no mercado norte-americano. A tensão entre os setores foi tema de negociações recentes, com o Brasil buscando melhorias nas condições de exportação.

Perspectivas futuras

Analistas avaliam que a retirada de tarifas de alimentos sinaliza uma melhora no relacionamento comercial entre Brasil e EUA. No entanto, a permanência das tarifas em manufaturados destaca a complexidade da relação, com áreas específicas ainda sob tensão. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil acompanha de perto a evolução dessas medidas, buscando ampliar as oportunidades de exportação do setor industrial.

Para mais detalhes, confira a reportagem completa aqui.

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