Segundo o último relatório, o preço do barril de petróleo recuou 18,6% em dólar entre janeiro e outubro, refletindo uma queda significativa no mercado internacional. No entanto, o preço final da gasolina comercializada nas refinarias e ao consumidor final praticamente não sofreu alteração: passou de R$ 6,18 para R$ 6,20, um aumento de apenas 0,3%.
Índice de preços e fatores internos
Apesar da diminuição do valor do petróleo no mercado internacional, o boletim aponta que o principal fator responsável por manter os preços elevados ao consumidor foi a disparada da margem de distribuição e revenda de combustíveis. Entre janeiro e outubro, essa margem subiu 31,3%, passando de R$ 0,96 para R$ 1,26 por litro.
Variações no custo ao consumidor
De acordo com o IPCA de outubro, o índice oficial de inflação, os combustíveis tiveram uma alta de 0,32%. O óleo diesel foi a única categoria que apresentou queda, diminuindo 0,46%. Os demais combustíveis tiveram variações positivas: o etanol aumentou 0,85%, o gás veicular subiu 0,42%, e a gasolina teve alta de 0,29%.
Impactos e perspectivas
Essas variações demonstram que fatores internos, como custos de distribuição e revenda, continuam sendo determinantes para o preço final ao consumidor, mesmo com o cenário favorável de preços internacionais do petróleo. Especialistas avaliam que, embora o mercado global esteja mais competitivo, o custo de distribuição mantém uma influência significativa sobre os valores praticados nas bombas.
Mais detalhes sobre o comportamento dos preços de combustíveis podem ser conferidos na matéria do O Globo.















