No dia 1º de fevereiro deste ano, um caso chocante envolvendo a polícia militar em Salvador foi registrado. Três policiais foram condenados por roubos e agressões a torcedores do Esporte Clube Vitória, durante uma abordagem que foi gravada por câmeras corporais. As imagens revelam um cenário intimidante, onde os policiais não apenas roubaram celulares, mas também ameaçaram as vítimas de morte.
Os detalhes da abordagem criminosa
Os sargentos Joseval Silva Santos, Pedro Fabiano Soares Batista, e o soldado Carlos Geraldo de Jesus Almeida Júnior, todos pertencentes à Polícia Militar da Bahia, foram acusados de roubar três celulares de torcedores e de agredir um grupo de cinco jovens no bairro do Barbalho. As gravações mostraram o sargento Joseval ameaçando os jovens e exigindo que eles formatassem seus celulares sob a justificativa de estarem em posse de armas. A abordagem ocorreu em um dia de grande rivalidade, quando o Vitória enfrentava o Bahia, ampliando o clima tenso.
Nos vídeos exibidos pela TV Bahia, a gravidade da situação se torna evidente. As imagens mostram o sargento Joseval, armado, mandando os torcedores colocarem as mãos na cabeça enquanto ele faz perguntas intimidatórias. Um dos outros policiais, Pedro Fabiano, foi registrado agredindo um dos jovens com um tapa nas costas. É crucial destacar que durante o roubo, em várias ocasiões, os policiais cobriram as câmeras, interrompendo as gravações.
Esse crime não pode ficar impune
Após os incidentes, os policiais foram rapidamente identificados, e a Justiça cuidou de investigá-los. Em 10 de novembro, foram oficialmente condenados, com penas que variam de cinco anos e oito meses a mais de 10 anos de reclusão. Além disso, eles perderão suas funções dentro da corporação. Desde os acontecimentos, os PMs estão detidos no Batalhão de Choque, localizado em Lauro de Freitas.
É necessário ressaltar que um dos torcedores, em seu depoimento, relatou ter sido ameaçado de morte pelo sargento Joseval, que afirmou que “mataria todo mundo” caso eles denunciassem o roubo. Essa declaração acentua as implicações morais e legais que os PMs enfrentarão a partir de agora. Além disso, as investigações indicaram que dos três dispositivos eletrônicos roubados, apenas um foi recuperado, o que gera questionamentos sobre a integridade e o comportamento dos policiais envolvidos.
A defesa dos policiais
Em resposta à condenação, as defesas dos policiais negaram os crimes e afirmaram que estão preparando recursos contra as sentenças. O advogado de Joseval Silva Santos, Francis Jambeiro, argumentou que houveram irregularidades na condução do processo. Segundo ele, muita evidência a favor dos policiais não foi considerada e que uma das vítimas possui conexões familiares com um coronel da PM, o que poderia ter influenciado a investigação. A defesa alega que o processo está repleto de vícios e já propôs ações para esclarecer o ocorrido.
A posição da Polícia Militar
Por meio de nota oficial, a Polícia Militar da Bahia afirmou que não se pronuncia sobre decisões judiciais, mas assegurou que todas as denúncias envolvendo seus membros são rigorosamente apuradas. A corporação reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência e afirmou que a conduta de alguns não representa o trabalho da maioria.
Considerações Finais
O caso dos policiais militares condenados por roubo em Salvador levanta questões importantes sobre a confiança da sociedade nas forças de segurança. Com uma evidência tão contundente capturada pelas câmeras corporais, a comoção social em torno do tema se intensifica, levando a uma breve reflexão sobre a natureza dos valores éticos e morais que todos os membros das forças policiais devem seguir. A população aguarda que essas situações sejam tratadas com a devida seriedade, reforçando a necessidade de responsabilidade e transparência em todos os níveis do serviço público.
À medida que o caso avança em apelações e novos desdobramentos, a atenção sobre a atuação da Polícia Militar e sobre o sistema de Justiça continuará sendo uma prioridade para a sociedade brasileira.


