Ken Burns lança nesta semana seu mais recente projeto, uma série documental de seis episódios sobre a Revolução Americana, que estreia no dia 16 de novembro na PBS. A produção aborda desde o contexto com as populações indígenas até a presidência de George Washington, com entrevistas de historiadores, reconstituições e trilha sonora de Yo-Yo Ma.
Revisitando o passado para entender o presente
O documentário, que começou a ser planejado em 2015, reflete sobre as conexões entre o conflito histórico e os debates atuais entre poderes federal e estadual. Co-diretora Sarah Botstein explica que a discussão sobre direitos locais e nacionais permanece relevante para o cenário político de 2025. Burns observou que, durante as pesquisas, muitas paralelas surgiram, como a ameaça de varíola ao Exército Continental, semelhante às crises de saúde de hoje.
Estratégias inovadoras para contar histórias do século XVIII
Burns afirma que, apesar de a Revolução Americana não possuir fotografias ou notícias da época, a equipe encontrou novas formas de narrar. Filmagens com reencenações, depoimentos de historiadores e imagens de época ajudam a criar uma imersão na vida, guerra e cotidiano do século XVIII. “Precisamos despertar o passado para que ele nos conte seus segredos”, diz o diretor.
Histórias humanas e momentos decisivos
Entre os relatos marcantes, destaca-se a história de John Peters, um loyalista que matou seu melhor amigo, e a de dois irmãos, um britânico e um americano, que protagonizaram um abraço em meio ao combate na Batalha de Saratoga. Burns ressalta que a Revolução é a mais importante e consequente na história mundial, e a série busca comprovar isso ao retratar momentos íntimos e emblemáticos, evitando abordagens didáticas.
Perspectivas futuras e relevância do tema
O cineasta comenta que o projeto, originalmente previsto para durar quase dez anos, foi concluído com antecedência para celebrar os 250 anos da declaração de independência, em 2026. A proposta é oferecer uma narrativa que une história e emoções, reforçando a importância de compreender os debates e conflitos que moldaram os EUA e ecoam em debates atuais.


