A atividade econômica do Brasil diminuiu 0,9% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), ajustado para comparações entre períodos, sinaliza que a economia produziu menos do que no trimestre anterior.
Impacto no crescimento do PIB e expectativas futuras
Embora o resultado seja de retração no trimestre, as projeções para o final do ano indicam crescimento econômico, embora em ritmo menor em comparação a anos anteriores. O IBGE deve divulgar o dado oficial do PIB em 4 de dezembro, mas o IBC-Br costuma antecipar essa tendência.
Para 2024, estimativas do mercado financeiro apontam um crescimento de 2,16% no PIB, enquanto o Banco Central projeta uma expansão de 2% para o mesmo período. Em 2023, o crescimento foi de 3,4%, evidenciando uma desaceleração na etapa atual.
Fatores que influenciam a desaceleração
A menor atividade econômica reflete uma estratégia do Banco Central de controlar a inflação, que aproxima-se da meta de 3% ao ano. Para isso, a instituição mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Juros elevados tornam empréstimos e financiamentos mais caros, reduzindo o consumo e os investimentos de famílias e empresas.
Segundo analistas do setor, essa estratégia faz parte do esforço de desaceleração inflacionária, levando a preços mais baixos e auxiliando na retomada do controle sobre a inflação.
Consequências para a economia e a inflação
Com a atividade econômica mais moderada, a expectativa é de que a inflação desacelere, pois os preços tendem a subir de forma mais lenta. Essa conjuntura é considerada favorável ao combate à inflação, uma das prioridades do governo neste momento.
Especialistas avaliam que, apesar da queda no ritmo de crescimento, o cenário ainda mantém sinais de avanço, porém de forma mais controlada e sustentável.
Próximos passos e perspectivas
O Banco Central continuará monitorando os indicadores econômicos com atenção, ajustando a política de juros conforme necessário. A expectativa é de que a economia brasileira mantenha sua trajetória de crescimento modesto em 2025, alinhando-se às metas de controle inflacionário e à estabilidade econômica.
Para acompanhar a evolução do cenário, o mercado acompanha de perto as próximas divulgações oficiais e as ações do governo para estimular ou conter o crescimento conforme a situação se desenrola.
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