Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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STF mantém condenação de Bolsonaro e ex-ministros por golpe

Supremo Tribunal Federal confirma a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou recentemente a ata do julgamento que confirmou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros seis réus por tentativa de golpe de Estado. A Primeira Turma do STF concluiu na última sexta-feira a análise dos recursos apresentados pelas defesas, abrindo um novo prazo para possíveis contestações.

A condenação e seus desdobramentos

Os ministros da Primeira Turma já haviam votado no dia 7, durante o julgamento, para rejeitar os embargos de declaração, um tipo de recurso utilizado para esclarecer pontos de uma decisão judicial. Apesar disso, a análise continuou no plenário virtual por uma semana, onde foi ratificada a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por sua tentativa de subverter a ordem democrática em nosso país.

A condenação também abrangeu ex-ministros de seu governo, como Walter Braga Netto (Defesa e Casa Civil), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa). O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foram condenados.

Apelações e próximos passos legais

Dentre os oito condenados, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi o único a não recorrer da decisão. Mauro recebeu uma pena de dois anos de prisão em regime aberto. Os advogados dos condenados podem protocolar novos recursos, uma vez que a publicação do acórdão ainda está pendente. Este documento oficializa os resultados do julgamento e marca o início do prazo para novos recursos.

As defesas poderão optar por pedir embargos de declaração, conhecidos popularmente como “embargos dos embargos”. Esse tipo de recurso possui um prazo de cinco dias para ser protocolado. Caso optem por embargos infringentes, que têm a função de questionar julgamentos não unânimes, as chances de sucesso aqui são limitadas. O entendimento do STF é que esses embargos só devem ser interpostos quando houver pelo menos dois votos divergentes, o que não aconteceu no caso em questão.

Implicações da decisão do STF

A decisão do STF tem grandes implicações não apenas para os condenados, mas também para a política brasileira como um todo. Ela reforça a mensagem de que tentativas de golpe não serão toleradas nas instituições democráticas do país. A crescente pressão por justiça e responsabilidade pode sinalizar um novo capítulo na política brasileira, especialmente em tempos em que a polarização e a desinformação são predominantes.

Por fim, é importante destacar que, embora os embargos de declaração não tenham um limite definido, o Código de Processo Civil prevê que não serão aceitos novos recursos desse tipo caso os anteriores tenham sido considerados “meramente protelatórios”, ou seja, apenas para atrasar o processo judicial. Isso pode complicar ainda mais a situação dos condenados, uma vez que tentativas baseadas em argumentos repetitivos podem ser descartadas.

Portanto, o desdobramento deste caso seguirá sendo acompanhado de perto, refletindo na confiança da população nas instituições democráticas e na Justiça brasileira. A condenação de Jair Bolsonaro e seus aliados é um sinal claro de que o sistema judiciário está disposto a agir contra atos que ameacem a ordem democrática.

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