Brasil, 1 de janeiro de 2026
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Navio espião militar russo é detectado próximo ao Havai

Coast Guard dos EUA acompanhou embarcação russa a cerca de 15 milhas de Oahu, destacando preocupações sobre segurança marítima.

No dia 29 de outubro, o Guarda Costeira dos Estados Unidos detectou e monitorou um navio espião militar russo a apenas algumas milhas da costa do Havai. O incidente é mais um exemplo da presença crescente de embarcações e aeronaves russas operando nas proximidades do território americano.

A detecção do navio Kareliya

O navio de inteligência russo, conhecido como Kareliya, foi avistado a cerca de 15 milhas náuticas ao sul de Oahu. Em resposta, a Guarda Costeira enviou um helicóptero HC-130 Hercules e um cutter para monitorar a operação do navio, realizando sobrevoos seguros e transições próximas à embarcação, conforme informado por autoridades do setor. Uma foto do navio foi divulgada, e a Guarda Costeira continua a acompanhar o movimento da embarcação próxima às águas americanas, visando garantir a segurança marítima para as embarcações dos EUA na área e apoiar os esforços de defesa do território nacional.

“A Guarda Costeira dos EUA monitora rotineiramente a atividade marinha ao redor das Ilhas Havai e em todo o Pacífico para garantir a segurança e a proteção das águas americanas”, declarou o capitão Matthew Chong em um comunicado.

Regras internacionais e o contexto do incidente

Conforme o direito internacional, embarcações militares estrangeiras têm permissão para transitar fora das águas territoriais de outras nações, que se estendem até 12 milhas náuticas da costa. O Kareliya é classificado como um navio de inteligência da classe Vishnya, que foram construídos para a Marinha Soviética na década de 1980. Atualmente, há sete dessas embarcações em serviço na Marinha russa, conforme informações do exército dos EUA.

Esse não é o primeiro avistamento do Kareliya nas proximidades do Havai. Em 2021, outra embarcação russa foi reportada operando na mesma região. Além disso, em 2023, a Guarda Costeira dos EUA também monitorou um navio russo próximo às Ilhas Havai, acreditando-se que estivesse realizando atividades de coleta de inteligência.

Atividades militares russas ao redor do mundo

Recentemente, autoridades britânicas relataram que a Marinha Real estava monitorando um navio espião russo operando em águas do Reino Unido. O Secretário de Defesa britânico, John Healey, informou ao Parlamento que o navio estava sendo utilizado para coletar inteligência e mapear a infraestrutura subaquática crítica do país. Healey também enviou uma mensagem direta ao presidente Putin, afirmando: “Vemos você, sabemos o que você está fazendo e não hesitaremos em agir robustamente para proteger este país”.

A presença de aviões espiões russos também é um fenômeno comum nas proximidades dos EUA, especialmente dentro da zona de identificação de Alasca, que começa onde o território dos EUA termina ao largo da costa do Alasca. Nessa zona, aeronaves de outros países são obrigadas a se identificar para os EUA e o Canadá ao entrar. Embora a atividade militar russa nessa região seja comum, não é considerada uma ameaça imediata.

No entanto, em setembro de 2024, imagens dramáticas divulgadas pela NORAD mostraram um jato russo voando “a poucos pés” de uma aeronave da NORAD ao largo da costa do Alasca. Um general dos EUA comentou que “a conduta de um Su-35 russo foi insegura, não profissional e colocou a todos em risco”.

Esses eventos destacam uma realidade crescente: a necessidade de vigilância e proteção das águas norte-americanas frente a atividades militares de outros países, especialmente da Rússia, que continua a operar cada vez mais perto das fronteiras dos Estados Unidos.

Em resumo, a detecção do navio espião russo Kareliya destaca não apenas a vigilância ativa que a Guarda Costeira dos EUA mantém sobre suas águas, mas também a complexidade das relações internacionais e os desafios da segurança marítima no século XXI.

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