O ex-presidente Donald Trump criticou duramente nesta quarta-feira (12) republicanos que apoiaram a votação para liberar os arquivos completos de Jeffrey Epstein, alegando que a medida é uma tentativa de distração política liderada pelos democratas. Os documentos obtidos mostram supostos vínculos e conhecimento de Trump sobre atividades do criminoso, o que inflamou ainda mais a controvérsia ao seu redor.
Revolta de Trump contra aliados republicanos e a divulgação dos arquivos Epstein
Trump usou sua rede social Truth Social para atacar tanto os democratas quanto seus aliados republicanos, incluindo representantes que votaram a favor de liberar os documentos no Congresso dos Estados Unidos. “Os democratas estão tentando reavivar a farsa de Epstein apenas para desviar a atenção dos fracassos do Governo, como o shutdown e outras questões”, escreveu o ex-presidente, acrescentando que “apenas um republicano burro ou mal informado cairia nessa armadilha”.
Entre os votos que favoreceram a divulgação estão os de Reps. Lauren Boebert, Nancy Mace, Marjorie Taylor Greene e Thomas Massie, que romperam com a posição do governo Trump — que inicialmente era contra a liberação — e apoiaram uma petição pressionando por uma votação na Câmara.
Repercussões internas e influência de Trump
Contato direto com apoiadores e reação às consequências
De acordo com o jornal The New York Times, Trump teria feito ligações pessoais para Boebert e Mace nesta semana, rudemente alertando-os contra sua postura na votação. A conversa com Boebert teria ocorrido momentos antes dela ser convidada por autoridades do Departamento de Justiça para uma reunião com a Procuradora Geral Pam Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel.
Embora ainda não tenha conseguido contato com Mace, ela declarou publicamente seu apoio ao ex-presidente na manhã de quarta-feira, afirmando no X (antigo Twitter): “ESTOU CANSADA DE AFASTAR ATENÇÃO DOS VÍTIMAS DE Epstein E CONCENTRAR NO TRÁFICO DE notícias falsas!”
Implicações e segredos revelados nos arquivos de Epstein
Os documentos publicados indicam que Trump tinha conhecimento das atividades de Epstein, embora ele sempre tenha negado qualquer envolvimento com os crimes do financista. Uma das mensagens revela Epstein dizendo que Trump “sabe das meninas”, segundo registros de 2019, meses antes da morte de Epstein na prisão.
Além disso, uma mensagem de 2011 mostra Epstein dizendo a Ghislaine Maxwell que Trump é o “cachorro que não latiu” porque teria passado algum tempo com uma vítima cuja identidade foi parcialmente redigida nos registros.
Reação pública e futuras consequências
A liberação dos arquivos reacende o debate sobre o envolvimento de figuras públicas com Epstein e expõe tensões internas no Partido Republicano, com aliados que primeiro apoiaram a posição de Trump agora divididos por opiniões sobre os documentos.
Analistas consideram que o episódio pode impactar a imagem de Trump e de seus apoiadores, além de levantar suspeitas sobre o grau de conhecimento do ex-presidente acerca das atividades ilegais de Epstein.
Por ora, o episódio mostra uma Frente dividida dentro do próprio partido, enquanto as investigações e a divulgação dos documentos continuam acendendo o debate sobre o verdadeiro grau de envolvimento de figuras públicas com o notório financista.


