Brasil, 2 de janeiro de 2026
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EUA enfrentam risco de crise de dívida, alerta Ray Dalio

Investidor de Wall Street aponta possibilidades de colapso financeiro dos EUA devido ao aumento da dívida e políticas econômicas extremas

Ray Dalio, um dos mais influentes investidores de Wall Street, afirmou que os Estados Unidos correm risco de uma crise de dívida nos próximos anos. Em entrevista por e-mail à coluna, o bilionário alertou sobre a possibilidade de um “ataque cardíaco” nas contas públicas, causado pelo crescimento insustentável da dívida federal.

Por que os EUA podem quebrar?

Dalio explica que o modo como os ciclos de endividamento funcionam aumenta os riscos de uma crise. Segundo ele, crises de dívida habitualmente se resolvem com calotes e emissão de moeda, o que já ocorreu na história com moedas de reserva como a libra esterlina e o florim. Com os EUA, o problema está no gasto elevado do governo, que chega a US$ 7 trilhões anuais, e uma receita de apenas US$ 5 trilhões, gerando uma dívida seis vezes maior que a arrecadação.

Previsões para o futuro da dívida americana

Dalio aponta que, sem ajustes nas despesas, impostos ou juros, os EUA podem enfrentar uma crise de dívida pública entre três e cinco anos. Ele defende que o ideal seria reduzir o déficit para cerca de 3% do PIB, atualmente estimado em 5,9%, o que poderia estabilizar a relação entre dívida e receita, considerando um crescimento econômico de cerca de 3% ao ano.

Impactos das políticas de Trump na dívida

O investimento destaca que a legislação aprovada durante o governo de Donald Trump, conhecida como Big Beautiful Bill, pode elevar a dívida de US$ 36 trilhões para US$ 55 trilhões. Ele afirma que essa trajetória aumenta a probabilidade de uma crise de dívida e moeda, que chamam de “ataque cardíaco”, onde os juros altos sufocam os gastos essenciais e obrigam o governo a imprimir mais dinheiro, o que pode levar à desvalorização da moeda.

Consequências do autoritarismo e desigualdade

Dalio observa que o aumento das desigualdades favorece o fortalecimento do populismo, que enfraquece as democracias. Ele afirma que essa fase, que chama de Grande Ciclo do Endividamento, assemelha-se ao período de 1928 a 1938, marcado por instabilidade e conflitos internacionais. Nos EUA, há sinais de polarização política e tentativas de controle sobre instituições como o Banco Central.

Perspectivas de soluções e obstáculos políticos

O bilionário acredita que tanto republicanos quanto democratas reconhecem a necessidade de equilibrar receitas e gastos para evitar uma crise, mas enfrentam dificuldades devido à polarização. Ele aposta que, após as eleições legislativas de 2026, poderá surgir algum consenso, mas, atualmente, a vontade política é limitada, o que dificulta ações concretas.

Críticas às previsões frequentes de crise

Dalio comenta que suas previsões de crises são frequentemente criticadas, mas destaca que políticos e líderes econômicos com quem conversou compreendem a gravidade da situação. Ainda assim, a vontade de implementar medidas necessárias permanece incerta diante do cenário polarizado.

Para mais detalhes, consulte a matéria completa no Fonte original.

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