Brasil, 2 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Trump reduz tarifas de carne, café e frutas para diminuir custos no supermercado

Medida busca aliviar preços ao consumidor americano enquanto mantém tarifas 'recíprocas' em produtos-chave

O presidente Donald Trump assinou nesta sexta-feira uma ordem executiva que reduz tarifas sobre diversos alimentos, incluindo carne bovina, café, tomate, banana e outros produtos alimentícios, tentando diminuir os preços nas prateleiras dos supermercados dos EUA. A iniciativa ocorre em meio à pressão dos eleitores por preços mais baixos e busca ajustar a política tarifária do país.

Redução de tarifas seletiva e exclusões de produtos

A medida assinada por Trump não elimina totalmente as tarifas, que variam de 10% a 50%, mas exclui determinados produtos da lista de tarifas recíprocas. Segundo a Casa Branca, essas isenções se dão por causa da insuficiente produção doméstica e da alta demanda que não pode ser atendida internamente.

“Recebi informações de várias autoridades de que é necessário modificar ainda mais o escopo das tarifas recíprocas, especialmente para produtos agrícolas”, declarou Trump na ordem executiva. A medida visa aliviar o impacto sobre commodities que, por sua própria natureza, não são produzidas em quantidade suficiente nos Estados Unidos.

Impacto em commodities e comércio bilateral

Muitos alimentos, como cocos, nozes, abacates e abacaxis, terão tarifas reduzidas ou eliminadas a partir de 13 de novembro, sendo que os preços dessas commodities aumentaram recentemente devido às tarifas anteriores e às dificuldades de fornecer esses produtos internamente.

No caso do Brasil, maior fornecedor de café para os EUA, as tarifas permanecem em 50% desde agosto, o que elevou os preços em quase 20% em setembro, de acordo com dados do Índice de Preços ao Consumidor. Com a interrupção das compras brasileiras, o mercado futuro de café atinge recordes históricos.

As importações de grãos brasileiros para os EUA caíram mais de 50% entre agosto e outubro, reforçando a preocupação dos produtores domésticos, que têm uma produção insuficiente e temem preços mais altos que podem reduzir a demanda.

Consequências nas tarifas de outros produtos

Apesar do recuo em tarifas de alguns alimentos, a importação de tomates do México, outro importante fornecedor, continuará sujeita a uma tarifa de 17%, vigente desde julho. Após o fim de um acordo comercial de quase 30 anos, os preços dos tomates aumentaram logo após a implementação da tarifa.

Desde o início da administração Trump, muitos produtos que tiveram altas de preços por tarifas, como nozes e frutas tropicais, ganharam isenção tarifária recentemente. Essas commodities representam cerca de US$ 39,4 bilhões em importações anuais, aproximadamente 18% do total de compras agrícolas dos EUA.

Contexto político e econômico

A nova política tarifária ocorre enquanto Trump foca em iniciativas de acessibilidade para evitar o desgaste político, já que a percepção pública é de que as tarifas prejudicaram o custo de vida. Ele também busca equilibrar suas ações comerciais, negociando acordos e ajustando tarifas conforme as condições de mercado.

Segundo fontes da Casa Branca, a estratégia é aliviar o impacto das tarifas sobre produtos essenciais, enquanto o governo continua negociando acordos com países da América Latina, incluindo Argentina e Guatemala, para reduzir o custo de bens não produzidos localmente.

Reação do mercado e perspectiva futura

Especialistas veem a sinalização de Trump como uma tentativa de mitigar a alta de preços que já afeta os consumidores, especialmente nos setores agrícola e alimentar. Ainda assim, há cautela quanto ao impacto a longo prazo dessas medidas, que refletem uma tentativa de equilibrar interesses econômicos e políticos.

Analistas alertam que a continuidade da guerra tarifária pode ainda impactar o comércio bilateral e os preços de commodities, enquanto o governo busca estabilizar os preços internos e evitar uma crise de inflação.

Para mais informações, acesse o site do Globo.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes