Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Czar da fronteira critica posição dos bispos católicos sobre imigração

Tom Homan, ex-presidente do ICE, afirma que a Igreja Católica incentiva viagens perigosas ao apoiar suporte aos imigrantes

Tom Homan, ex-diretor do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), condenou duramente a mensagem especial sobre imigração emitida pelos bispos católicos norte-americanos, afirmando que ela incentiva a travessia perigosa e ilegal da fronteira.

Bispos apoiam mensagem em defesa dos imigrantes

Durante a Assembleia Plenária de novembro em Baltimore, mais de 95% dos bispos votaram a favor de uma declaração que se opõe às deportações em massa e defende um sistema de imigração justo e ordenado. O documento cita passagens bíblicas, como Lucas 10:30-37 e Mateus 25, ressaltando o cuidado aos “próximos” e aos “menos favorecidos”.

Segundo o texto, “a preocupação da Igreja com o vizinho é uma resposta ao mandamento de Jesus de amar como ele nos amou”, reforçando o compromisso com os imigrantes. A declaração também afirma que “naciones têm responsabilidade de regular suas fronteiras de forma justa, para o bem comum”.

Críticas de Homan à posição dos bispos

Homan declarou à CNA nesta quarta-feira (14) que a posição da Igreja Católica é equivocada e que ela representa um risco à segurança pública. “Se eles dizem ao mundo que cruzar ilegalmente a fronteira não é crime e que a deportação é injusta, as pessoas vão continuar se arriscando a fazer essa jornada”, afirmou. “A mensagem deveria ser que a ilegalidade é perigosa e deve ser evitada, mas eles não dizem isso.”

Ele destacou que as ações de sua gestão e do ICE, que endureceram a fiscalização e aumentaram as deportações, têm contribuído para reduzir mortes na fronteira. “Durante a administração Biden, mais de 4 mil pessoas morreram tentando cruzar. Se enviamos uma mensagem de que ilegalidade não tem consequência, as mortes continuarão”, frisou.

Ações de fiscalização e controvérsias

Homan enfatizou que a autoridade de imigração deve seguir a lei, que prevê deportação daqueles sem status legal. Ele destaca que a aplicação firme dessas regras salva vidas, ao impedir que indivíduos perigosos entrem ou permaneçam no país. “O ICE envia ao mundo a mensagem de que quem tenta cruzar sabe que será processado e deportado”, acrescentou.

O ex-diretor também criticou decisões judiciais recentes, como uma ordem de restrição que exige condições mínimas de higiene e direitos legais nos centros de detenção do ICE na Illinois, alegando que essas ações desconsideram o esforço de manter fronteiras seguras.

Cenário religioso e apoio à comunidade migrante

Alguns bispos, como Alberto Rojas em San Bernardino, Califórnia, concederam dispensas para fiéis que temem deportação, em resposta às dificuldades impostas pelas políticas de imigração. O Papa Leo XIII, em novembro, convidou líderes religiosos a refletirem sobre o papel da acolhida e do respeito aos migrantes, questionando como a sociedade recebe o estrangeiro à luz do Evangelho.

Homan reforça que, apesar do apoio dos bispos à causa dos imigrantes, a prioridade do governo é garantir a segurança e a ordem nas fronteiras. Ele afirma que “a aplicação das leis de imigração salva vidas e reforça a integridade do país”.

A discussão sobre imigração permanece acalorada, com diferentes setores defendendo abordagens opostas. Enquanto a Igreja apela por compreensão e misericórdia, o governo federal enfatiza a necessidade de reforçar fronteiras seguras para proteger os cidadãos.

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