Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Viktor Orbán se reúne com Eduardo Bolsonaro e critica ‘caças às bruxas’

Primeiro-ministro da Hungria expressa apoio ao ex-presidente brasileiro em encontro em Washington.

Na noite desta quinta-feira, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, se encontrou com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, em Washington, Estados Unidos. Durante o encontro, Orbán não hesitou em criticar o que descreveu como “caças às bruxas políticas” dirigidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, recentemente condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Como um dos principais expoentes da extrema-direita mundial, o primeiro-ministro reafirmou que está “firmemente ao lado dos Bolsonaro” em tempos difíceis.

O encontro na embaixada da Hungria

O encontro entre Orbán e Eduardo foi realizado na embaixada da Hungria, onde o primeiro-ministro húngaro se preparava para uma reunião com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Orbán usou suas redes sociais para compartilhar detalhes do encontro, publicando uma foto em que enfatizou a amizade e aliança com a família Bolsonaro: “Estamos firmemente ao lado dos Bolsonaros. Amigos e aliados que nunca desistem.” Esse respaldo ocorre em um momento conturbado para Jair Bolsonaro, que enfrenta sérios desafios legais.

Apoio à família Bolsonaro

Durante o encontro, Orbán afirmou: “Continuem lutando: caças às bruxas políticas não têm lugar na democracia, a verdade e a justiça devem prevalecer!” Esta declaração ressoa com a perspectiva de muitos grupos políticos que veem a atual situação de Bolsonaro como uma perseguição política e um ataque à sua liberdade.

Eduardo Bolsonaro e a defesa de Jair

Eduardo Bolsonaro também fez questão de comentar sobre o encontro, afirmando que expôs a Orbán “em detalhes” a atuação de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), contra seu pai, Jair Bolsonaro. “Pude expor a ele, em detalhes, os abusos que Moraes e a Suprema Corte têm imposto a Jair Bolsonaro, sua família e apoiadores”, relatou Eduardo, referindo-se à perseguição política que, segundo ele, está sendo realizada.

Orbán e sua abordagem política

O deputado brasileiro descreveu Viktor Orbán como um “nacionalista que defende uma política imigratória rigorosa.” De acordo com Eduardo, Orbán é “o líder conservador mais longevo da história recente”, já que está no cargo há 15 anos. Ele lembrou ainda do período em que a Hungria viveu sob a influência da União Soviética, comparando as “violações de direitos humanos cometidas por regimes autoritários” à perseguição enfrentada por seu pai.

Aprendendo com a experiência húngara

“Busco aprender diretamente na fonte as melhores práticas de seu movimento — e não são poucas — em políticas de migração, defesa da família e combate ao comunismo, o que, por óbvio, inclui a preservação das liberdades”, escreveu Eduardo em suas redes sociais. Essa busca por aliança entre movimentos políticos de direita e nacionalistas aparece como um foco central nas atividades do deputado no exterior.

Implicações legais para Eduardo Bolsonaro

A visita de Eduardo aos Estados Unidos e suas articulações levando a discussões sobre sanções contra as autoridades brasileiras chamaram a atenção das instituições brasileiras. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em setembro, por coação no processo da chamada trama golpista. O STF iniciou o julgamento da denúncia, que ocorrerá entre os dias 14 e 25 deste mês. Nesse período, os ministros decidirão se aceitam ou não a acusação contra o deputado. Caso a pobreza seja confirmada, Eduardo poderá enfrentar uma ação penal.

Consequências do crime de coação

O crime de coação, que pode resultar em pena de um a quatro anos de prisão, refere-se ao uso de violência ou grave ameaça para favorecer interesses pessoais em processos jurídicos. A crescente atenção que esse caso recebe levanta discussões sobre liberdade de expressão, intervenção política e a natureza de ações na arena internacional.

A relação entre Brasil e Hungria, especialmente neste contexto, reflete um cenário mais amplo de alianças políticas entre líderes conservadores, e as ramificações desse encontro continuam a ser analisadas por especialistas e observadores políticos.

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