Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Onyx Lorenzoni nega conhecer empresário alvo da CPI do INSS

Em depoimento à CPI do INSS, o ex-ministro Onyx Lorenzoni afirmou não conhecer o empresário doador e se defendeu das acusações.

Na última quinta-feira, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, prestou depoimento à CPI do INSS e se defendeu de acusações relacionadas a doações eleitorais. Durante sua fala, ele afirmou não conhecer Felipe Macedo Gomes, empresário que doou R$ 60 mil para sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Essa afirmação ocorreu em meio a um clima tenso, onde a Comissão Parlamentar Investigativa investiga um esquema de fraudes em benefícios previdenciários.

Doação e vínculos questionados

Em resposta ao relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Lorenzoni foi enfático: “Não conheço esse cidadão, não sei quem é e nunca pediria dinheiro para bandido.” Essa declaração busca desassociar seu nome de Felipe Macedo, que é um dos principais alvos da CPI e foi acusado de participar de um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, através da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

O ex-ministro ainda salientou que as doações em sua campanha eram supervisionadas por seu contador e que, caso houvesse irregularidades, os valores seriam devolvidos. Ele mencionou que contou com mais de 115 doadores e não tem familiaridade com aproximadamente 30% deles. “Nunca vi esse cidadão”, reiterou.

Decisões administrativas e gerenciamento do INSS

Além das questões relacionadas às doações, Onyx também buscou esclarecer sua posição em relação às decisões administrativas do INSS. Ele alegou que os ministros da Previdência não têm autonomia para aprovar convênios e acordos com entidades associativas. “Nenhum ministro da Previdência tem o poder discricionário de dizer que tal associação vai receber ou não. Isso é claro na lei”, declarou, enfatizando que as solicitações de parceria são geridas diretamente pelas diretorias do INSS.

Defesa do histórico público

Defendendo sua trajetória política, Onyx, que possui 28 anos de vida parlamentar, afirmou nunca ter enfrentado processos relacionados à corrupção: “Fui eleito sete vezes, executei mais de R$ 440 bilhões no Ministério da Cidadania e não há apontamentos do TCU. Tenho uma história limpa.”

O ex-ministro também fez uma crítica a discursos que estabelecem uma relação de causa e efeito maliciosa entre suas decisões administrativas e os convênios liberados próximo ao fim de sua gestão.

O avanço das investigações da CPI

A doação de Felipe Macedo é um dos pontos centrais da investigação da CPI, que, no mesmo dia do depoimento de Lorenzoni, aprovou cinco pedidos de prisão, acareações, e quebras de sigilo de novas entidades. Sob a presidência do senador Carlos Viana (Podemos-MG), a CPI tem até março de 2026 para desvendar um suposto esquema bilionário de fraudes em repasses previdenciários.

Relação familiar e atuação do filho

Durante o depoimento, Onyx também foi questionado sobre o papel de seu filho, Pietro Lorenzoni, como advogado de uma das entidades investigadas, a Unibar. O relator indagou se a atuação do filho estava relacionada ao período em que Onyx ocupava o Ministério da Previdência. Onyx, no entanto, negou veementemente a relação: “Meu filho tem 31 anos, é especialista em direito constitucional, tem mestrado, doutorado e pós-doutorado,” afirmou, acrescentando que as atividades profissionais de Pietro não têm qualquer ligação com sua atuação como ministro.

Onyx se mostrou tranquilo quanto à ética e capacidade do filho, afirmando que na família sempre se impartiu a importância de agir de forma correta: “Se tem alguém confiável no mundo do direito, é o meu filho”, declarou.

Ao finalizar, o ex-ministro reafirmou que não há infiltrações de sua parte nas atividades profissionais dos filhos e desafiou outros pais a conhecerem a totalidade da vida profissional de seus filhos advogados.

Com todo esse cenário, a CPI do INSS continua a investigar e buscar respostas em um caso que promete desdobramentos intensos e relevantes para a política brasileira.

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