Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Fim de uma era: Dick Cheney, arquiteto da política de guerra dos EUA, morre aos 84

Ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, uma das figuras mais influentes e controversas da política americana, faleceu nesta terça-feira aos 84 anos.

O ex-vice-presidente Richard B. “Dick” Cheney morreu na noite de segunda-feira, vítima de complicações relacionadas à pneumonia, doenças cardíacas e vasculares, anunciou sua família. Sua morte marca o encerramento de uma trajetória marcada por forte influência na política externa e interna dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush, de 2001 a 2009.

Legado e papel na política americana

Cheney foi uma figura central na administração Bush, conhecido por seu papel decisivo na promoção da invasão do Iraque, uma guerra que resultou na morte de centenas de milhares de civis, além de cerca de 4.500 soldados americanos e custos estimados acima de US$ 2 trilhões. Sua atuação como um defensor do uso de tortura e de poderes executivos ampliados alimentou debates sobre os limites da autoridade presidencial.

Durante sua passagem pelo governo, Cheney também atuou como chefe de gabinete da Casa Branca, congressista de Wyoming e secretário de Defesa, consolidando uma imagem de político durão e estratégico. “Quando você fala com Dick Cheney, você fala comigo; quando ele fala, sou eu falando”, descreveu Bush, destacando sua influência.

Reconhecimentos e posicionamentos recentes

Após sua saída do cargo, Cheney manteve uma postura controversa ao apoiar, em 2024, a então vice-presidente Kamala Harris, do Partido Democrata, numa declaração pública que também criticou duramente Donald Trump pelo ataque ao Capitólio de 6 de janeiro de 2021. “Nunca houve uma ameaça maior à nossa república do que Donald Trump”, afirmou, destacando sua mudança de alinhamento político.

Embora tenha apoiado Trump na eleição de 2016, Cheney se afastou do Partido Republicano após a insurreição, refletindo o distanciamento de um setor do partido que ele considerava uma ameaça à democracia.

Saúde e vida pessoal

Cheney enfrentava problemas cardíacos de longa data, tendo sofrido cinco ataques cardíacos ao longo da vida. Em 2012, passou por um transplante de coração, que descreveu como “o presente da vida”. Ele também foi um praticante dedicado de pesca com mosca, uma paixão que cultivava ao longo de sua vida.

Reações e legado

Repercutiram homenagens de líderes republicanos, como o senador Chuck Grassley, que chamou Cheney de “um verdadeiro servidor público e patriota”. Reproduzindo o impacto de seu percurso, deputados e políticos de diferentes espectros manifestaram respeito e reconhecimento por sua trajetória, embora suas ações tenham sido alvo de críticas internacionais.

“Dick Cheney foi uma figura de enorme influência na política americana, e seu impacto será sentido por décadas”, afirmou o deputado Mike Collins (R-Ga.) em rede social.

A morte de Cheney encerra uma fase turbulenta na história recente dos Estados Unidos, marcada por intervenções militares e o uso de poderes executivos considerados extremados por seus opositores.

Perspectivas de legado

Apesar do debate polarizado, o legado de Cheney demonstra a complexidade de um político que moldou decisivamente o rumo da política externa americana, deixando um impacto duradouro, tanto em suas conquistas quanto em suas controvérsias.

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