Os números da economia americana em setembro de 2025 revelam um cenário complexo para o legado de Donald Trump, marcado por altos e baixos após quase cinco anos na presidência. Entre indicadores como emprego, preços de alimentos e gasolina, inflação e o desempenho do mercado de ações, os resultados levantam questionamentos sobre a real situação econômica sob sua gestão.
Desafios no mercado de trabalho e dados disponíveis
Devido à paralisação do governo, o Bureau of Labor Statistics ainda não divulgou os dados oficiais relativos à taxa de desemprego de setembro. Estimativas preliminares indicam que a situação pode não estar tão favorável, com relatos de demissões em massa em diversos setores, apesar da alta no mercado de ações. “Há sinais de deterioração no emprego, o que contrasta com as altas nos índices de Wall Street”, comenta Maria Carvalho, analista do Instituto de Economia da Universidade de Chicago.
Variações nos preços de alimentos e combustíveis
Enquanto os preços do gás permanecem estáveis, na média de US$ 3,29 por galão, os alimentos experimentam uma alta significativa. Segundo o Departamento de Trabalho, os preços de alimentos subiram cerca de 29% desde 2020, com destaque para a carne bovina, que atualmente custa, em média, US$ 6,33 por libra, um aumento que não pode ser atribuído à influenza aviária, mas sim a tarifas e outros fatores econômicos.
Economizar na compra de ovos tem sido um desafio, embora seu preço tenha caído para US$ 3,49 por dúzia de ovos de qualidade A, após picos anteriores. A inflação, que alcançou 3% em setembro, é a mais elevada desde que Trump assumiu a presidência, refletindo um cenário de desaceleração na economia global e tensões internas.
Performance do mercado financeiro e percepções públicas
Apesar dos problemas no cotidiano, o índice Dow Jones subiu aproximadamente 2,5% em um curto período, um movimento considerado por muitos como contraditório diante do aumento do custo de vida para a maioria dos cidadãos. Estudos apontam que cerca de 60% dos lares norte-americanos não conseguem sustentar um padrão de vida mínimo, apesar do avanço nas ações.
“A sensação de que pagar mais por tudo virou uma forma de patriotismo é preocupante”, comenta Alexa, autora do acompanhamento mensal. Segundo pesquisa do Ludwig Institute, a popularidade de Trump na opinião pública atinge 40%, enquanto uma maioria de cidadãos ainda questiona “como” e “por que” a economia parece tão desigual.
Perspectivas e próximos passos
Com uma paralisação do governo apontada como um entrave à obtenção de dados oficiais, especialistas alertam para a necessidade de cautela na leitura dos índices econômicos atuais. O governo anunciou que divulgará uma atualização mais detalhada nos próximos meses, enquanto a comunidade ongoing debate sobre os reais impactos das políticas de Trump na vida cotidiana.
Apesar do cenário de incerteza, a administração insiste que seus indicadores mostram avanços, sobretudo na geração de empregos e na recuperação do mercado acionário. A questão que fica é se esses sinais realmente traduzem uma melhora na qualidade de vida da maioria dos americanos ou representam apenas movimentos especulativos e manipulação de mercados.













