Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Defesa de Mauro Cid pede extinção da pena em caso de golpe

Tenente-coronel Mauro Cid, ex-auxiliar de Bolsonaro, solicitou ao STF a eliminação da pena de dois anos pela participação em plano golpista.

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, que atuou como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou um pedido para a extinção da punibilidade da pena imposta ao seu cliente. Ele foi condenado a dois anos de prisão pela participação em uma trama golpista que visava reverter os resultados das eleições presidenciais de 2022.

Audiência no Supremo Tribunal Federal

O pedido foi formalizado durante uma audiência realizada nesta segunda-feira (3/10) na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Agora, compete ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, decidir sobre a solicitação da defesa.

Durante a audiência, a defesa buscou esclarecimentos sobre a possibilidade de que Cid retorne às atividades no Exército Brasileiro. Cid manifestou o desejo de se aposentar da Força Armada, e se a volta ao quadro ativo for autorizada, ele deverá tirar férias antes da aposentadoria.

A condenação de Mauro Cid

Cid foi julgado no dia 11 de setembro, juntamente com Bolsonaro e outros aliados, em um processo que investiga a tentativa de golpe de Estado. No entanto, diferentemente de Bolsonaro e de outros réus condenados, Cid obteve uma pena mais branda após firmar um acordo de delação premiada, resultando em sua condenação a dois anos de reclusão em regime inicial aberto.

Trama golpista revelada

No decorrer das investigações, Cid ocupou uma posição central. As provas obtidas a partir do conteúdo encontrado em seu celular levaram a Polícia Federal a descobrir a “minuta do golpe”, um documento fundamental que deu origem às apurações. Este plano, que recebeu o nome de “Copa 2022”, tinha por objetivo interferir nos resultados das eleições presidenciais de 2022, impedindo a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mantendo Bolsonaro no poder.

Delação premiada e novas revelações

No acordo de delação firmado com o STF em setembro de 2023, Cid trouxe à tona detalhes cruciais do plano golpista, apontando os principais articuladores do esquema. Dentre as revelações, ele afirmou que Bolsonaro ordenou o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que aumentou a gravidade das acusações contra o ex-presidente e seus aliados.

Impacto da decisão

A decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido da defesa pode ter repercussões significativas, tanto para Mauro Cid quanto para o cenário político brasileiro. A retirada da tornozeleira eletrônica após quase dois anos de uso representa um marco em sua trajetória legal, mas a sua condenação ainda mantém o peso das acusações nos círculos políticos e judiciais do país.

O desfecho deste caso evidencia as complexidades do sistema jurídico brasileiro e a intersecção entre a política e a Justiça, especialmente nos momentos em que questões de ética e governança são trazidas à tona. A sociedade brasileira observa atentamente, ciente de que a decisão do STF poderá estabelecer precedentes para casos futuros envolvendo figuras proeminentes da política nacional.

Com a expectativa de resolução em breve, o futuro de Mauro Cid e as implicações para as investigações em curso permanecem em aberto, enquanto o Brasil aguarda ansiosamente por um esclarecimento sobre a extensão da justiça nesta trama golpista.

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