Brasil, 4 de fevereiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Copom mantém juros em 15% e sinais de pausa nas próximas reuniões

Com a inflação surpreendendo para baixo, mercado ainda aposta na manutenção da Selic em 2024, enquanto a inflação se aproxima do centro da meta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu nesta terça e quarta-feira e decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, apesar das expectativas de uma possível redução. Analistas apontam que, embora a inflação continue abaixo do esperado, o cenário ainda indica estabilidade nas próximas reuniões, com apostas de cortes apenas a partir de março de 2024.

Inflação surpreende e mantém expectativa de estabilidade na Selic

Pelo sexto semana consecutiva, as projeções para o IPCA deste ano foram revistas para baixo, fechando em 4,55% no Boletim Focus. Mesmo assim, a inflação ainda não atingiu o centro da meta de 3%, embora esteja muito próxima do teto de 4,25%. Segundo especialistas, a forte queda da inflação reforça a possibilidade de o Banco Central manter a taxa de juros inalterada, buscando estabilidade de preços.

Mercado aposta na estabilidade e sinalizações do Banco Central

Com o cenário inflacionário mais controlado, o mercado financeiro vem ajustando sua previsão para uma pausa na alta de juros, com maior credibilidade na decisão de manter a Selic neste nível até o início de 2024. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinaliza que o banco continuará atento à evolução dos preços, mesmo com sinais de desaceleração da inflação.

Perspectivas para o IPCA e política monetária

As projeções para a inflação em 2026, 2027 e 2028 continuam acima do centro da meta de 3%, porém já dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O mercado, por sua vez, já estima uma taxa menor para o início do ciclo de redução de juros, preferindo aguardar sinais mais contundentes de que a inflação está claramente sob controle.

Conjuntura econômica e impacto das taxas de juros

Os números da economia brasileira desafiam a teoria econômica tradicional, que relaciona juros altos ao aumento do desemprego. No Brasil, a inflação tem recuado sem afetar o mercado de trabalho, que se mantém em níveis históricos baixos. Segundo analistas, essa mudança de paradigma sinaliza uma nova fase na política monetária brasileira.

Próximos passos e desafios futuros

O Banco Central reforçou seu compromisso de acompanhar de perto a evolução dos indicadores econômicos e de inflação, deixando claro que ajustes na política monetária só acontecerão quando houver evidências concretas de estabilidade de preços. A decisão de manter os juros em 15% reflete essa estratégia de cautela, visando ao equilíbrio econômico e à sustentabilidade da recuperação.

Para mais detalhes, consulte o fonte original.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes