Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Eduardo Leite corre o risco de isolamento na sucessão gaúcha

Governador do Rio Grande do Sul busca distanciamento na polarização, mas enfrenta desafios na escolha de seu sucessor.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), está em meio a um cenário político desafiador enquanto se prepara para sua possível sucessão no próximo ano. Ele tem se esforçado para se distanciar da polarização política que ocorre no Brasil, mas corre o risco de ficar isolado durante esse processo. Enquanto isso, partidos como PDT e PT, à esquerda, trabalham em suas próprias candidaturas e consideram a formação de alianças para garantir um palanque para o presidente Lula. Do lado direito, o PL está costurando uma chapa e tentando atrair o Republicanos e o PP.

A mudança no PSD e as ambições de Leite

Recentemente filiado ao PSD após deixar o PSDB em maio de 2023, Leite tem reafirmado seu interesse em uma candidatura nacional em 2026. No entanto, os movimentos da nova sigla indicam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se torna uma opção preferencial, caso ele decida concorrer à presidência. Como plano B, o PSD, sob a liderança de Gilberto Kassab, considera a candidatura do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que pode ganhar destaque nas campanhas do partido, conforme relatado na newsletter Jogo Político, do jornalista Thiago Prado.

Os desafios na escolha do sucessor

Paralelamente, Eduardo Leite está em processo de decidir seu sucessor, após gerir o estado por dois mandatos. Ele tem sinalizado que sua preferência recai sobre seu vice, Gabriel Souza (MDB), que já ocupou a presidência da Assembleia Legislativa e atuou como líder do governo de José Ivo Sartori (MDB), predecessor de Leite. Em suas declarações, Souza comentou: “É muito cedo para falar em candidatura ou pré-candidatura, mas não descarto: é uma possibilidade concreta, especialmente considerando que sou vice-governador e que o governador Eduardo já afirmou que eu seria o nome indicado para sucedê-lo.”

A situação nas pesquisas

No entanto, a trajetória de Souza não tem sido fácil. Ele não é o favorito nas pesquisas e, na última rodada realizada pela Genial/Quaest em agosto, ele se posicionou em quarto lugar com apenas 5% das intenções de voto. Na dianteira, está a ex-deputada Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, que soma 21%. Brizola, que contou com o apoio de Leite na disputa pela prefeitura de Porto Alegre no ano passado, ficou a uma distância considerável de chegar ao segundo turno.

Brizola tem se mostrado disposta a dialogar com diversas forças políticas, afirmando: “Estamos dialogando com todas as forças políticas do estado. Já tivemos conversas respeitosas e propositivas com partidos como PT, Podemos, MDB, Avante, PSD e Solidariedade.”

As movimentações do PT e do PL

O PT, aliado próximo ao PDT e com um papel significativo na Assembleia Legislativa, sinaliza a candidatura do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. Em 2022, ele não chegou ao segundo turno em sua disputa contra Leite por uma margem mínima de 0,4% dos votos válidos. Pretto, que atingiu 11% nas pesquisas, comentou: “Há sempre esse clima de disposição para formar unidade, mas também queremos ser reconhecidos pelo tamanho que temos aqui, sendo a maior bancada na Assembleia Legislativa atualmente.”

Por outro lado, o PL, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, está planejando lançar o líder do partido na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco, que registrou 20% nas últimas pesquisas, empatando tecnicamente com Juliana Brizola. Zucco tem buscado suporte do Republicanos e do PP, que já possui o deputado federal Covatti Filho como pré-candidato. Ele afirmou: “Estamos deixando a vaga de vice para essas construções, acreditando que possa ser do PP. As demais composições devem ocorrer até o final do ano.”

À medida que o cenário político no Rio Grande do Sul se desdobra, a necessidade de novos diálogos e uniões entre partidos se torna mais evidente. Eduardo Leite enfrenta não apenas a pressão para apoiar seu sucessor, mas também os desafios de um ambiente político que está longe de ser pacífico.

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