Os analistas ouvidos pelo Boletim Focus, do Banco Central, projetam pela primeira vez uma inflação bem próxima ao limite máximo da meta oficial, que é de 4,50%. A previsão do IPCA para 2025 caiu para 4,56%, marcando a quinta redução consecutiva das estimativas. Além disso, as perspectivas para os anos seguintes também apresentaram revisão para baixo, indicando expectativa de desaceleração.
Perspectivas para o IPCA e o cenário econômico
A projeção para o IPCA em 2026 foi ajustada para 4,20%, enquanto para 2027 a estimativa caiu para 3,82%. Para 2028, a previsão de inflação ficou em 3,54%. Segundo o relatório, a recente trajetória de queda na inflação é sustentada por fatores como alimentos em queda, comportamento mais moderado do dólar e uma inflação core com menor velocidade.
Impacto da inflação de alimentos e do câmbio
A inflação de alimentos, especialmente no domicílio, vem surpreendendo positivamente, com cinco meses de deflação consecutiva no IPCA-15. O resultado de 0,18% na última semana reforçou a possibilidade de o IPCA fechar o ano abaixo do teto da meta, o que antes parecia improvável. Além disso, o dólar mais comportado também contribui para perspectivas mais favoráveis.
Repercussões para o crescimento e a política fiscal
O boletim também mostrou uma ligeira retração na projeção de crescimento do PIB em 2025, de 2,17% para 2,16%. Para o dólar, a estimativa foi revisada de R$ 5,45 para R$ 5,41 ao fim do ano. Economistas avaliam que a combinação de fatores econômicos favoráveis pode ajudar a concretizar uma trajetória de inflação ancorada e controlada.
Desafios e avanços na credibilidade fiscal
No entanto, analistas alertam que a contínua implementação de exceções no arcabouço fiscal pode comprometer a credibilidade do compromisso com o controle inflacionário, dificultando a consolidação de uma política econômica mais sólida.
Para acompanhar as atualizações completas, acesse o Boletim Focus.















