Brasil, 29 de janeiro de 2026
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Guilherme Boulos toma posse como novo ministro da Secretaria-Geral

Na próxima quarta-feira, Guilherme Boulos será empossado ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Ministro terá agenda de viagens pelo Brasil.

O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, tomará posse em uma cerimônia na tarde de quarta-feira no Palácio do Planalto. A solenidade contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornará ao Brasil na terça-feira após viagem à Ásia. Este momento marca a transição de liderança na secretaria, anteriormente ocupada por Márcio Macêdo.

Desafios e planos de Boulos como ministro

Guilherme Boulos, que também é conhecido por seu trabalho à frente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), assume o cargo com a missão de “colocar o governo na rua”, conforme diretriz estabelecida por Lula. O novo ministro planeja iniciar um calendário de viagens pelos 26 estados brasileiros, com a meta de realizar uma viagem por semana. Essa estratégia visa dar mais visibilidade às ações do governo federal e interagir diretamente com a população.

Além da agenda de viagens, Boulos também se dedica à formação de sua equipe e ao processo de transição com seu antecessor, Márcio Macêdo. Na semana passada, o novo ministro já começou a organizar as diretrizes e os objetivos da Secretaria-Geral, um papel crucial na articulação política e na comunicação do governo.

Relação política com Lula e a futura candidatura em 2026

A capacidade de Boulos em representar os interesses do governo também está interligada com a candidatura à reeleição de Lula em 2026. Em sua recente visita à Indonésia, o presidente declarou, de forma categórica, que buscará um novo mandato, rompendo com a posição que havia adotado durante a campanha eleitoral de 2022. A escolha de Boulos para a Secretaria-Geral não é apenas uma estratégia para fortalecer a gestão atual, mas também uma preparatória do ambiente político para a eventual campanha de reeleição.

A relação de Boulos com Lula é bem documentada, sendo ambos figuras engajadas na luta por direitos e políticas sociais. Durante a prisão de Lula em 2018, Boulos se destacou como um dos defensores de sua liberdade, tornando-se um aliado de peso na luta política. Essa aproximação histórica entre os dois líderes certamente influenciará a forma como Boulos exercerá sua função no governo.

Trajetória política de Boulos

Antes de assumir a Secretaria-Geral, Guilherme Boulos já trilhou um caminho político significativo. Em 2018, ele se lançou como candidato à presidência da República pelo PSOL e, em 2020, concorreu à prefeitura de São Paulo, onde conseguiu chegar ao segundo turno, mas não venceu a eleição. Em um movimento estratégico, Lula ajudou a estruturar a candidatura de Boulos em 2020. Quatro anos depois, em uma nova tentativa, Boulos voltou a ser apoiado pelo PT, alcançando novamente o segundo turno, mas perdeu para Ricardo Nunes, do MDB.

A importância da comunicação e disseminação de políticas públicas

Com a missão de “colocar o governo na rua”, a iniciativa de Boulos é uma resposta à necessidade de escuta e participação direta da população nas ações do governo. A expectativa é que, por meio dessas viagens, ele possa levar informações sobre programas e políticas públicas, além de ouvir as demandas nas diversas regiões do país. Essa presença constante nos estados é um passo em direção à aproximação do governo federal com os cidadãos, especialmente em um momento em que a política é marcada por um aprofundamento da polarização.

A atitude de Boulos em iniciar uma série de viagens também reflete a busca pela reconstrução da imagem do governo e a eficácia dos programas sociais que têm sido uma das bandeiras do governo Lula. Sua experiência no MTST oferece a ele a compreensão necessária para lidar com as fragilidades sociais e as demandas da população que luta por direitos básicos e melhores condições de vida.

Por fim, a posse de Guilherme Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência representa não apenas uma mudança na estrutura política, mas também um movimento estratégico para o futuro do governo Lula. Com uma agenda voltada para a inclusão e participação popular, Boulos busca propagar as ações do governo e assegurar que a voz da população seja ouvida.

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