Brasil, 27 de janeiro de 2026
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Adutora do Sertão do Piauí: edital deve ser lançado em novembro

Mais de 100 municípios do Piauí enfrentam seca e aguardam a Adutora do Sertão para resolver a crise hídrica na região.

A seca é uma realidade alarmante para mais de 100 municípios do Piauí, que já decretaram estado de emergência. Em um esforço para enfrentar este problema crítico, um novo edital para a contratação do estudo de viabilidade técnica da tão aguardada Adutora do Sertão do Piauí deve ser lançado no início de novembro, conforme discutido em uma reunião na sede da Procuradoria da República, em Teresina.

A reunião com autoridades e as expectativas para a obra

O encontro contou com a participação de representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Secretaria de Estado da Defesa Civil (Sedec). Durante o debate, o procurador da República, Kelston Lages, levantou preocupações sobre a transposição do Rio São Francisco, um projeto que tem sido impulsionado tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Ele enfatizou os riscos de sobreposição de projetos e de desperdício de recursos públicos, caso a construção da adutora e a transposição do rio sejam realizadas simultaneamente.

Lages destacou que o Sistema Adutor do Sudeste, que já está mais avançado, atende um número maior de municípios e, por isso, deveria ser a prioridade.

Andamento do edital e as etapas burocráticas

A Funasa, responsável pela execução do projeto, aguarda a formalização da proposta pela Sedec para ajustar o valor da licitação ao repasse feito pelo Governo do Estado. Esse passo é essencial para que o aditivo ao plano de trabalho seja concretizado. O engenheiro Hélio Ricardo de Holanda Barroso, da Funasa, explicou que a proposta já passou por uma análise preliminar, que revelou inconsistências que foram enviadas à Sedec. Após a judicialização, a expectativa é que, com as correções feitas, o edital seja publicado em novembro.

Benefícios da Adutora do Sertão

A Adutora do Sertão do Piauí é considerada um projeto vital para atender 51 municípios do semiárido que enfrentam a escassez de água, especialmente aqueles situados sobre solo cristalino, onde as fontes subterrâneas são inexistentes. Atualmente, essas comunidades dependem da Operação Carro-Pipa, uma solução emergencial, mas onerosa, que não resolve o problema de forma definitiva.

As discussões sobre a construção da adutora remontam a 2015, quando uma ação civil pública foi impetrada pelo MPF e pelo MP do Piauí, resultando na determinação judicial para que a União desenvolvesse o projeto básico e disponibilizasse os recursos necessários para a construção da obra.

Pressão por uma solução rápida

Em sua fala durante a reunião, o procurador Kelston Lages expressou sua indignação pela lentidão na execução da obra. “O fenômeno da seca é um problema crônico no estado há décadas. O valor já despendido na operação carro-pipa poderia ter sido suficiente para construir duas adutoras, solucionando assim permanentemente a questão. É inaceitável o descaso dos gestores públicos em relação a essa séria questão humanitária”, afirmou.

Perspectivas futuras

O projeto da adutora prevê a captação de água dos poços para distribuição nas regiões semiáridas, o que promete melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos habitantes locais. A construção da adutora representa mais do que uma simples infraestrutura; é um passo vital rumo à segurança hídrica e ao combate à crise que aflige milhares de famílias no Piauí.

Com todos esses fatores em jogo, a expectativa é que o próximo mês traga não apenas a formalização do edital, mas também uma nova esperança para os piauienses que aguardam por soluções efetivas para a seca.

Para mais informações atualizadas sobre os desdobramentos desse projeto crucial, acompanhe as notícias em veículos locais e na plataforma do g1 Piauí.

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