A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, desacelerou para 0,18% em outubro, ante 0,48% em setembro, refletindo a redução do impacto do bônus de Itaipu e da bandeira tarifária de nível 2 para nível 1. Com esse movimento, o aumento da conta de luz caiu de 12,17% para 1,09%, vindo abaixo das expectativas do mercado.
Inflação menor supera expectativas e aponta controle na alta de preços
O resultado ficou abaixo da previsão média dos analistas, que era de 0,21%, segundo a mediana da Bloomberg. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,94%, menor do que os 5,32% registrados no período anterior, embora still acima do teto de 3% da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O acumulado no ano é de 3,94%, enquanto em outubro de 2024, o índice foi de 0,54%. A desaceleração, contudo, foi moderada pela alta nos preços dos combustíveis, que subiram 1,16%, e das passagens aéreas, que tiveram aumento de 4,39%, elevando o segmento de transportes em 0,41%.
Variações nos grupos de produtos e serviços
Elementos que contribuíram para a alta
Dos nove grupos analisados, cinco tiveram elevação nos preços em outubro: vestuário, despesas pessoais, saúde e cuidados pessoais, habitação e educação. Os produtos que mais puxaram a inflação foram artigos de vestuário, com destaque para camisa, calçados e acessórios.
Itens que tiveram queda na inflação
Por outro lado, os itens responsáveis pela diminuição do índice foram artigos de residência, comunicação e alimentação e bebidas. A redução de 0,10% na alimentação em domicílio foi menor que a registrado no mês anterior (-0,63%), com destaque para a redução de preços na cebola (-7,65%), ovos de galinha (-3,01%), arroz (-1,37%) e leite longa vida (-1,00%).
Entretanto, houve aumentos relevantes em alimentos como óleo de soja (4,25%) e frutas (2,07%), que contribuíram positivamente para o índice de inflação.
Perspectivas econômicas para os próximos meses
Especialistas avaliam que a desaceleração da inflação sinaliza controle nos preços e possibilidade de menor pressão inflacionária no fechamento deste ano. O Banco Central permanece atento à evolução de fatores como os preços administrados e o câmbio, essenciais para o cenário inflacionário de 2024.














