Brasil, 8 de fevereiro de 2026
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Virgílio do INSS nega conhecimento sobre fraudes em aposentadorias

Ex-procurador-geral do INSS foi questionado em CPMI sobre descontos irregulares na folha de pagamento de aposentados.

Nesta quinta-feira, 23 de outubro, o ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Virgílio de Oliveira Filho, compareceu diante da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes relacionadas ao pagamento de aposentadorias e pensões. Durante seu depoimento, Virgílio negou ter conhecimento sobre descontos irregulares que afetaram aposentados e pensionistas enquanto esteve à frente da autarquia.

Questionamentos da CPMI

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), questionou Virgílio sobre sua experiência na autarquia desde 2008 e se já havia ouvido falar de desvios de recursos por meio de fraudes em autorizações de descontos associativos. Virgílio demonstrou confusão e, em resposta direta, afirmou não ter conhecimento sobre tais irregularidades.

Virgílio de Oliveira Filho durante depoimento na CPMI

O relatório da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, trouxe à tona informações preocupantes. De acordo com as investigações, Virgílio teria recebido aproximadamente R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades associativas que estão sendo investigadas por fraude. A CPMI questiona se essa quantia estaria relacionada às práticas fraudulentas em andamento durante seu mandato.

Repercussões do escândalo

O escândalo do INSS, que ganhou destaque nas mídias brasileiras, foi inicialmente exposto pelo portal Metrópoles em uma série de reportagens que começaram em dezembro de 2023. As investigações revelaram que as entidades estavam arrecadando quantias exorbitantes, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto milhares de processos por fraude eram abertos contra essas associações.

A série de reportagens do Metrópoles culminou em um inquérito pela Polícia Federal e abasteceu investigações da Controladoria-Geral da União (CGU). O escândalo teve consequências sérias, resultando nas demissões de altos funcionários do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Reuniões e investigações

Virgílio foi questionado sobre uma reunião que ocorreu em janeiro de 2023, na qual participaram membros da CPMI, além do ministro da Previdência à época, Wolney Queiroz, e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS” e suposto lobista do esquema. Apesar das perguntas, Virgílio não soube explicar a participação de Camilo naquele encontro, alegando que não foi responsável pelo convite.

Conclusão do depoimento

Com o depoimento de Virgílio encerrado, as investigações da CPMI continuarão a apurar as responsabilidades e os mecanismos por trás das fraudes que afetaram diretamente a vida de aposentados e pensionistas. A expectativa é de que novos depoimentos e evidências possam trazer mais clareza sobre o escândalo e levar à responsabilização dos envolvidos.

A série de reportagens que revelou o escândalo do INSS e o atual depoimento de Virgílio são apenas parte de um processo mais amplo que visa restaurar a confiança da população nas instituições responsáveis pela previdência social.

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