Brasil, 29 de janeiro de 2026
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Candidatos à vaga de Barroso no STF recebem aviso do Planalto

Antes da aposentadoria de Barroso, possíveis sucessores foram informados sobre a escolha a ser feita por Lula.

No cenário político brasileiro, as movimentações em torno da sucessão de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) são intensas. Antes mesmo da aposentadoria do ministro, que se despediu de suas funções, candidatos à vaga já começaram a receber recados discretos, emitidos por emissários do Planalto, indicando que não seriam a escolha para ocupar o cargo desta vez. Essa situação aquece a discussão sobre o futuro da Corte e confirma a pressão exercida sobre os nomes que estão em pauta.

A iminente escolha de Lula e as expectativas nas articulações

Nos bastidores, a expectativa é de que a escolha do novo integrante do STF seja anunciada oficialmente nesta sexta-feira, 17 de outubro, com uma publicação extraordinária no Diário Oficial da União (DOU). Informações recebidas por meio de fontes ligadas ao governo sugerem que, após uma reunião recente, líderes evangélicos acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teria decidido pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Este movimento se apresenta como uma resposta direta à pressão política que circunda a escolha, especialmente considerando outros nomes em pauta, como o senador Rodrigo Pacheco. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tem se mostrado um forte aliado de Pacheco, teria alertado o Planalto de que uma indicação de Messias enfrentaria resistência significativa no Senado, o que poderia resultar na rejeição da escolha.

Gestos de cortesia e as decisões estratégicas do governo

Em meio a essas movimentações, constata-se que ao menos um dos cotados para a sucessão de Barroso foi orientado a estar de “sobreaviso” para um telefonema do Planalto, o que indica a formalidade com a qual o governo brasileiro está conduzindo o processo. Para muitos, receber a ligação, mesmo que para comunicar uma negativa, é um “gesto de gentileza” que tenta evitar descontentamentos e o fechamento de portas futuras. Essa abordagem demonstra a preocupação do governo em não criar inimigos políticos desnecessários.

No entanto, a escolha de Lula deverá ainda considerar a diversidade e a pressão por uma maior representatividade no STF. Atualmente, a única mulher na Corte é Cármen Lúcia, que foi indicada no primeiro mandato de Lula em 2006. Com a saída antecipada de Barroso, o presidente tem a oportunidade de indicar uma quantidade considerável de ministros para o STF, considerando que ao final deste terceiro mandato, ele terá indicado cinco dos 11 integrantes, o que corresponde a quase 45% da Corte.

A construção da nova face do STF sob a liderança de Lula

Os desafios para o novo indicado não se resumem apenas à aprovação no Senado, mas também à necessidade de lidar com um contexto político efervescente e a pressão de diversos setores, que anseiam por uma representação mais feminina e diversas correntes ideológicas na Suprema Corte. Lula, por sua vez, é aconselhado por seus aliados a agir rapidamente para evitar articulações contrárias à sua escolha, especialmente no que tange a nomes mais populares junto à base política.

Até o momento, o clima é de expectativa, e o cenário continua a se desenrolar à medida que o governo busca harmonizar suas decisões dentro de um Parlamento que nem sempre é favorável a suas indicações. A escolha de Lula, por fim, será um reflexo não só de suas preferências pessoais, mas do delicado equilíbrio que precisa ser mantido na dinâmica política brasileira contemporânea.

Dessa forma, a disputa pela vaga de Barroso no STF se torna mais do que uma simples troca de ministros; é um indicativo da estratégia política de um governo que busca consolidar seu poder e influência em um dos pilares da Justiça brasileira.

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