Nesta quinta-feira (2/10), Washington Quaquá, vice-presidente do PT e prefeito de Maricá (RJ), manifestou seu apoio a uma possível candidatura do cantor Neguinho da Beija-Flor ao Senado nas eleições de 2026. O nome do sambista é considerado como uma alternativa da esquerda para disputar uma das duas cadeiras que serão renovadas no Senado. Esse movimento político vem em um momento crucial, onde a oposição busca se reorganizar e fortalecer suas bases.
Apoio do vice-presidente do PT
Em uma publicação no X, Quaquá afirmou que a candidatura de Neguinho da Beija-Flor pelo PT visa “tirar Flávio Bolsonaro do Senado”. O filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já confirmou seu interesse em concorrer à reeleição pelo Rio de Janeiro, um dos bastidores mais fervorosos da política bolsonarista.
Quaquá elogiou o sambista, ressaltando que ele é um “candidato para unir”, uma pessoa “cara do povo, com raiz na Baixada”, e que “entende o Rio”. Essas palavras refletem uma estratégia de alavancar a popularidade de Neguinho, que recentemente deixou o cargo de intérprete da Beija-Flor de Nilópolis, escola de samba que se consagrou campeã neste ano no Carnaval carioca.
A relação entre Neguinho e Lula
A conexão entre Neguinho da Beija-Flor e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma história de altos e baixos. O petista, que foi padrinho de casamento do sambista em 2009, viveu um desentendimento com ele em 2019, quando Neguinho cantou uma música que zombava do depoimento de Lula ao ex-juiz Sergio Moro, durante a operação Lava Jato.
No depoimento, Lula negou as acusações de corrupção que o envolviam. Em uma entrevista ao Programa do Bial no mesmo ano, Neguinho expressou que Lula não aceitou suas desculpas em relação ao vídeo. No entanto, em 2022, houve uma reconciliação entre os dois, quando o sambista participou de um almoço com Lula, o que sugere que a relação está em fase de recuperação.
O cenário político para 2026
A candidatura de Neguinho da Beija-Flor ao Senado, se concretizada, pode alterar significativamente o cenário eleitoral no Rio de Janeiro. O apoio de Quaquá e a preocupação em desbancar a hegemonia bolsonarista na região reflete o esforço do PT em fortalecer suas alianças e encontrar novas lideranças carismáticas que possam ressoar com o eleitorado.
Além disso, a figura de Neguinho, reconhecido nacionalmente por sua trajetória no carnaval e sua conexão com o povo, pode se transformar em uma jogada estratégica para o PT. O partido busca candidatos que não apenas tenham uma trajetória política, mas que também sejam capazes de dialogar com a cultura popular e atrair novos eleitores.
Perspectivas para a candidatura
A aceitação da proposta de candidatura por parte de Neguinho ainda é incerta. No entanto, a movimentação de Quaquá e outros aliados sugere uma crescente pressão para que o sambista considere essa possibilidade. O respaldo popular que Neguinho detém pode servir como uma vantagem competitiva, principalmente se conseguir unir os diferentes segmentos do eleitorado em torno de sua figura.
À medida que as eleições de 2026 se aproximam, o PT e seus apoiadores deverão trabalhar em estratégias de campanha, mobilização e engajamento para fortalecer a base e garantir que sua mensagem chegue ao maior número possível de eleitores. A união entre a política e a cultura popular pode ser a chave para conquistar as tão necessárias vitórias nas urnas.
Assim, a discussão sobre a candidatura de Neguinho da Beija-Flor ao Senado não apenas revela novas dinâmicas políticas, mas também marca um retorno do samba ao palco central da política brasileira, onde o ritmo e a arte costumam ser ferramentas poderosas de comunicação e emoção.














