Brasil, 31 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

50 fatos surpreendentes sobre filmes da Disney dos anos 90

Descubra segredos e curiosidades dos clássicos da Disney dos anos 90 que podem mudar sua memória da infância.

Os anos 90 marcaram a Disney com uma verdadeira revolução na animação, trazendo filmes icônicos como “Beauty and the Beast” e “The Lion King”. Entre bastidores e detalhes inéditos, revelamos 50 curiosidades sobre essa era mágica que ainda encanta gerações.

Criação de personagens e mudanças de roteiro nos clássicos

Linda Woolverton, escritora de “Beauty and the Beast”, e Howard Ashman enfrentaram resistência ao propor uma nova moldagem para a heroína Belle. Eles queriam uma personagem que fosse apaixonada por leitura, independente e não uma princesa passiva, diferente do arquétipo tradicional da Disney, como revelou Woolverton à Entertainment Weekly. Essa mudança quebrou o padrão, trazendo uma protagonista mais moderna e empoderada.

A química entre Belle e Fera foi potencializada pelos dubladores Paige O’Hara e Robby Benson, que gravaram suas cenas lado a lado — uma prática incomum, mas decisiva para uma interpretação mais natural, afirmou O’Hara ao The Hollywood Reporter. Benson complementou: “Tentamos trazê-los como se fosse um filme de verdade”.

Curiosidades sobre “A Bela e a Fera” no Oscar e a inovação na animação

“A Bela e a Fera” foi o primeiro filme de animação a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme, gerando controvérsia entre atores e profissionais do cinema clássico. Sally Field comentou na cerimônia, fazendo uma brincadeira sobre não haver atores na tela, enquanto Angela Lansbury defendeu a obra e sua importância, como relatado pelo The Hollywood Reporter. A inovação técnica e artística conquistou o prêmio e marcou uma nova fase para o cinema de animação.

“Toy Story”: o pioneiro na animação computadorizada

“Toy Story”, lançado em 1995, foi o primeiro longa-metragem totalmente gerado por computador, ganhando um Oscar de Destaque Especial. Segundo Ed Catmull, cofundador da Pixar, a equipe era composta por iniciantes, que aprenderam na prática. O uso de software inovador permitiu criar personagens como Woody, inicialmente um ventríloquo abrasivo, que foi redesenhado para ter mais carisma, explicou o animador Ralph Eggleston ao TIME.

Há também uma história curiosa: Tom Hanks, dublador de Woody, improvisou uma cena ao ver desenhos dos animadores, o que se tornou um momento emblemático do filme. Além disso, um incidente quase destruiu todo o projeto de “Toy Story 2”, quando uma funcionária deletou acidentalmente arquivos essenciais, mas graças a um backup do supervisor Galyn Susman, a maior parte foi recuperada.

Robin Williams, o gênio por trás do Gênio de “Aladdin”

Robin Williams foi o escolhido para dar voz ao Gênio, mas inicialmente eventos dificultaram seu envolvimento. A equipe criou um teste usando trechos de seu stand-up, que o fizeram rir e aceitar o papel, segundo reportagem do Screen Rant. Williams chegou a fazer 16 horas de improvisação, e muito do seu diálogo foi criado na hora, com o próprio artista contando numa AMA no Reddit que passou horas gravando diversas vozes diferentes, com a maior parte do material ad-libbed.

Curiosamente, seu visual foi inspirado por Tom Cruise, com quem os animadores queriam se basear para dar mais vivacidade ao personagem. O humor e a criatividade de Williams marcaram não só “Aladdin”, mas toda a era da animação que seguiria.

Desafios e bastidores de “O Rei Leão” e outros clássicos

“O Rei Leão” trouxe a famosa cena da alcateia de hienas, que levou quase três anos para ser animada, principalmente por usar tecnologia de animação digital ainda em evolução. Os efeitos de rugidos variaram de gravações de tigres a sons feitos por voz, como revelou o próprio produtor Don Hahn no Screen Rant.

Outro detalhe: a personagem Kiara, filha de Simba, quase foi dublada por Sarah Jessica Parker, e Kovu, interesse amoroso de Kiara, foi inicialmente planejado como o filho do vilão Scar, uma ideia que quase foi aprovada mas passou por mudanças, conforme a revista Variety.

Inovações em “Pocahontas”, “Hércules” e outras produções

“Pocahontas” foi uma das grandes apostas, mas enfrentou resistência ao tentar retratar a cultura indígena com autenticidade. Segundo relatos, a personagem Cody foi inspirado por um garoto aborígene australiano durante pesquisa no país, mas a ideia foi descartada por pressão do estúdio, que preferia uma narrativa mais comercial, como contou o diretor Mike Gabriel ao Collider.

“Hércules” trouxe um toque de comédia inspirado nos clássicos de screwball dos anos 40, com as vozes de Nathan Lane e Ernie Sabella como Timon e Pumbaa, além de uma animação que usou referências de um famoso skatista, Tony Hawk, para as movimentações do herói, revelou o co-diretor John Musker.

Segredos de “A Pequena Sereia” e outros favoritos

“A Pequena Sereia” foi crucial para a inovação musical, com canções que enfrentaram cortes e dificuldades na aprovação do MPAA devido às letras de “Hellfire”, mas que, no final, conquistaram seu espaço, segundo relatos do SlashFilm. As animações também tiveram artigos externos, como o inspirador trabalho de Paris para dar autenticidade às paisagens de “O Corcunda de Notre Dame”.

Impacto e legado da era Disney dos anos 90

Esta fase de ouro da Disney consolidou-se como a maior revolução na animação até então, com inovações técnicas, mudanças na narrativa, e histórias que marcaram o imaginário de milhões. Ela também abriu espaço para questionamentos sobre o impacto cultural, boas práticas de produção, além de histórias de bastidores que revelam uma fábrica de sonhos com seus altos e baixos.

Qual é seu filme favorito dos anos 90 da Disney? Conte para a gente nos comentários!

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes