Na tarde desta sexta-feira (2), um ataque hacker atingiu bancos brasileiros ao invadir sistemas da Sinqia, empresa responsável pela tecnologia do Pix, resultando no desvio de cerca de R$ 420 milhões por transferências fraudulentas. Segundo fontes da TV Globo, foram roubados R$ 380 milhões do HSBC e R$ 40 milhões da ARTTA.
Operação rápida do Banco Central e investigação em andamento
Apesar da tentativa de golpe, o Banco Central agiu rapidamente e conseguiu bloquear R$ 350 milhões antes que os criminosos acessassem os recursos. A Polícia Federal foi acionada e está investigando o caso, que aponta para a invasão nos sistemas da Sinqia, que fornece infraestrutura tecnológica para bancos e instituições financeiras no Brasil.
Invasão nos sistemas da Sinqia e impacto no Pix
A Sinqia confirmou o episódio por meio de nota oficial, explicando que a atividade suspeita ocorrente se restringiu ao ambiente Pix. A empresa evitou divulgar valores específicos ou nomes de bancos afetados, mas afirmou que steps de contenção foram imediatamente adotados. A companhia destacou que acionou especialistas forenses para identificar a origem da invasão e reforçou que o incidente foi limitado ao sistema de transferência instantânea, não comprometendo dados pessoais.
Medidas de segurança e reconstrução dos sistemas
A companhia está reconstruindo suas plataformas em um novo ambiente, com monitoramento intensificado e camadas adicionais de proteção. Segundo a Sinqia, a infraestrutura central do Pix, que facilita as transferências em tempo real, não foi atingida de forma a comprometer a operação.
Contexto e ações preventivas
Este ataque ocorre poucos meses após uma tentativa semelhante, em julho, quando hackers desviaram quase R$ 1 bilhão explorando vulnerabilidades na C&M Software, outra fornecedora de tecnologia para o setor financeiro. O Banco Central, por sua vez, vem aprimorando os mecanismos de segurança do Pix, incluindo alterações no sistema de devolução de recursos realizadas uma semana antes do incidente, para facilitar a recuperação de valores em casos de fraudes.
Desafios da devolução de valores e riscos ao Pix
Segundo o Banco Central, a devolução de recursos após fraudes ainda enfrenta dificuldades, pois a maioria das transferências fraudulentas ocorre rapidamente, e os fraudadores costumam transferir o dinheiro para outras contas, dificultando a recuperação. A instituição lembra que, pelas regras atuais, a devolução só é possível na conta originalmente usada na fraude, o que muitas vezes impossibilita a recuperação.
Perspectivas e próximas etapas
A Sinqia divulgou que está intensificando a investigação e que, após a reconstrução e validação do novo sistema, o Banco Central realizará uma análise final antes de reiniciar a operação do ambiente Pix afetado. A expectativa é de que o sistema esteja completamente recuperado em breve, reforçando a segurança para os usuários.
O episódio reforça a necessidade de aprimoramentos contínuos na segurança do Pix, principal sistema de transferências do Brasil, que ainda enfrenta ameaças constantes de ações criminosas. As autoridades continuam monitorando o caso e ajustando estratégias de defesa contra ataques digitais.