Brasil, 31 de agosto de 2025
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Trump enfrenta fúria da base MAGA ao permitir entrada de 600 mil estudantes chineses

Decisão de Trump de acolher estudantes chineses provoca críticas de aliados que defendem 'America First'

O ex-presidente Donald Trump anunciou nesta semana planos para permitir a entrada de 600 mil estudantes chineses nos Estados Unidos, em meio a tensões comerciais com Pequim. A medida gerou forte reação de apoiadores da sua base, incluindo nomes como Marjorie Taylor Greene, que acusam o republicano de abandonar os princípios do movimento MAGA.

Reação da base MAGA e críticas internas

Prominentes figuras do movimento conservador criticaram a decisão de Trump, que até então adotava uma postura mais rígida contra a China. A deputada Marjorie Taylor Greene, por exemplo, questionou publicamente: “Por que estamos permitindo 600 mil estudantes chineses, que podem ser leais ao Partido Comunista, ocupar oportunidades que deveriam ser dos americanos?”

Outra voz contrária veio de ativistas de extrema-direita, como Laura Loomer, que chegou a chamar os estudantes chineses de “espionagem comunista” e relacionou a entrada com teorias conspiratórias sobre o coronavírus e supostos ataques biológicos. “A China matou 1,2 milhão de americanos e agora quer substituir os jovens americanos?”, ela escreveu no X (antigo Twitter).

Justificativas e argumentos de aliados de Trump

Por sua vez, apoiadores do ex-presidente defendem a medida sob a alegação de que ela representa uma compreensão econômica do cenário global, destacando que muitos estudantes chineses frequentam as melhores universidades dos EUA. Howard Lutnick, do Conselho de Comércio de Trump, argumentou na Fox News que a entrada dos estudantes “evita que as universidades americanas percam seu mérito”.

“Se não permitirmos esses alunos, as maiores universidades do país podem sofrer uma queda na qualidade, e as instituições menores podem fechar as portas”, afirmou Lutnick, sugerindo que a presença chinesa é estratégica para a manutenção da competitividade acadêmica americana.

Contexto e tensões preexistentes com a China

As emoções de Trump ocorrem após sua administração impor tarifas elevadas às importações chinesas e revogar vistos para estudantes com ligações ao Partido Comunista, numa tentativa de priorizar o “America First” em relação à China.

O anúncio de sua reviravolta para acolher os estudantes chineses ocorre quando o governo dos EUA enfrenta críticas por sua postura dura sobre imigração e comércio com Pequim. Críticos afirmam que essa mudança pode enfraquecer a postura de confronto que Trump vinha mantendo.

Perspectivas para os próximos meses

Analistas avaliam que o movimento pode gerar mais debates internos nos Estados Unidos, especialmente entre o eleitorado mais conservador, que vê na China uma ameaça à soberania e à economia local. A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas diretrizes, que devem passar por ajustes nos próximos meses.

Enquanto isso, a polarização aumenta, revelando as diferenças entre os apoiadores fervorosos de Trump e as vozes críticas que veem a decisão como uma traição aos princípios do movimento “America First”.

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