Brasil, 31 de agosto de 2025
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A esquerda latino-americana enfrenta o problema da criminalidade

A crescente violência na região desafia governos de esquerda, revelando a necessidade de modelos de segurança eficazes e sustentáveis

A violência e o aumento da criminalidade têm marcado a realidade de diversos países latino-americanos, colocando em risco os avanços de segurança conquistados nas últimas décadas. Desde Colômbia a Chile, os governos de esquerda enfrentam críticas por sua capacidade de lidar com a criminalidade crescente.

Colômbia: o avanço da violência ameaça o progresso em segurança

Antes do assassinato do candidato presidencial Miguel Uribe, em Bogotá, em junho, a violência no país já vinha em ascensão. Dez dias após sua morte, ataques em Cali, incluindo um carro-bomba e um ataque com drone a um helicóptero, causaram pelo menos 18 mortes, expondo o risco de uma regressão na segurança colombiana após anos de avanços.

El Salvador: resultados positivos com custos elevados

Desde que tomou o poder em 2019, o presidente Nayib Bukele apostou na linha dura contra as gangues, adotando medidas de emergência e construção de centros de detenção. A estratégia conseguiu reduzir a taxa de homicídios, que hoje é uma das menores da América Latina, e Bukele mantém uma alta aprovação de 85%. No entanto, o aumento da população carcerária, com mais de 70 mil presos, e alterações constitucionais para reeleição indefinida levanta preocupações sobre o Estado de direito.

A dificuldade de modelos alternativos de segurança

Governos de esquerda, como os do México e Equador, tentaram alternativas não repressivas. No México, López Obrador buscou soluções sociais, mas os homicídios continuaram altos. No Equador, a saída de bases militares americanas facilitou o contrabando de drogas e um aumento da violência, incluindo ataques a candidatos e jornalistas, levando à implementação de um estado de sítio em 2024. Esses exemplos revelam que medidas sociais muitas vezes não são suficientes para conter o crime organizado.

A crise de segurança no Chile e as eleições de novembro

Na mira da insatisfação popular está o presidente Gabriel Boric, cuja incapacidade de conter o aumento da criminalidade tem afetado sua popularidade. Procurando um caminho, o candidato conservador José Antonio Kost lidera as pesquisas, propondo políticas de combate ao crime mais duras. A questão da segurança se tornou uma bandeira central nas eleições.

Colômbia: o desafio de Gustavo Petro

O governo de esquerda de Gustavo Petro prometeu uma paz total e tentou ampliar o acordo de 2016 com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas o projeto não teve sucesso diante do retorno de grupos criminosos que atuam com a antiga guerrilha. Essa estratégia mostrou-se inadequada para o cenário atual, colocando em xeque o compromisso da esquerda com a segurança.

O aumento da criminalidade na América Latina revela uma crise na segurança pública, e os governos de esquerda precisam repensar suas estratégias, equilibrando o aspecto social com medidas de combate efetivo ao crime organizado, para garantir estabilidade e desenvolvimento na região.

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