Brasil, 30 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Crise na Petrobras: nomeação de Cristina Camatta revela disputa nos bastidores

Indicação controversa de Cristina Camatta à Ouvidoria da Petrobras expõe tensões internas e interesses políticos na companhia

Após tentativas frustradas de impedir sua nomeação, Cristina Camatta foi oficialmente indicada para a Ouvidoria-Geral da Petrobras, em uma decisão que evidencia as disputas internas na estatal. A escolha ocorreu na última sexta-feira (29), após acordo político e negociações acirradas entre os órgãos de controle e o Ministério de Minas e Energia (MME).

Polêmicas na nomeação de Cristina Camatta na Petrobras

O nome de Cristina Camatta, delegada da Polícia Federal e irmã de um doador da campanha de Alexandre Silveira, foi alvo de resistência de integrantes do Conselho de Administração. Mesmo assim, a indicação — resultante de um acordo de última hora — foi aprovada com o placar de oito votos favoráveis e três contrários, refletindo uma decisão tensa e marcada por manobras políticas.

Conflitos e negociações nos bastidores

Segundo apurou a equipe do blog, a reunião aconteceu sob clima de tensão, sobretudo após alianças articuladas por Magda Chambriard, CEO da Petrobras, para frear a campanha de Silveira pelo nome de sua assessora, Sue Wolter. Uma reunião marcada por disputas internas revela a complexidade do processo, com vetos e ajustes de última hora, incluindo a inclusão de Marcelo Pogliese, indicado pelo MME, na diretoria da estatal.

Magda Chambriard, chefe da companhia, acabou votando na candidata do ministro Silveira, mesmo alegando que a sua eleição não estava na lista oficial dos nomes previstos. Sua justificativa gerou atritos, mas ela manteve o voto favorável a Cristina Camatta, indicando a influência do grupo político ligado ao ministro no processo.

Implicações políticas e impacto na Petrobras

A nomeação de Cristina Camatta, irmã de um empresário ligada ao partido PSD e com histórico de indicações políticas, reforça o alinhamento de interesses entre o governo e aliados políticos na estatal. A escolha também ocorre em meio a questionamentos sobre sua experiência e transparência, além de um processo judicial que pede seu afastamento do cargo de conselheira, alegando interferências políticas na indicação.

Dentro da Petrobras, o cargo de ouvidor-geral é considerado estratégico, comandando canais de denúncia e compliance. A vaga permanece vaga desde o fim de 2023, e a nomeação de Camatta reforça o protagonismo de interesses políticos na gestão, segundo analistas do setor.

Reação e futuro da controvérsia

Críticos avaliam que a nomeação acentua as disputas de poderes dentro da Petrobras, com setores da companhia preocupados com a influência política. A confusão envolvendo a escolha também alimenta a percepção de que interesses políticos prevalecem sobre a transparência e a experiência técnica na gestão da estatal.

O atual cenário sugere que a tensão deve continuar, com possíveis questionamentos judiciais e debates no Conselho de Administração, enquanto a expectativa é de que a nova ouvidora assuma o cargo oficialmente nas próximas semanas, enfrentando os desafios de um ambiente de alta disputa política.

Para mais detalhes da disputa e seu impacto na Petrobras, acesse o site do O Globo.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes