Brasil, 30 de agosto de 2025
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São Vicente propõe convênio para criar guarda civil metropolitana

A Prefeitura de São Vicente sugere integração das GCMs da Baixada Santista para fortalecer a segurança pública na região.

A Prefeitura de São Vicente, localizada no litoral de São Paulo, apresentou uma proposta inovadora para integrar as Guardas Civis Municipais (GCMs) da Baixada Santista, com o objetivo de criar uma corporação metropolitana. A iniciativa foi discutida durante uma reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), realizada em Peruíbe, e busca unificar esforços em treinamento, operações e investimentos entre as diversas corporações da região.

Fortalecimento da colaboração entre GCMs

O comandante da GCM de São Vicente, Rubens Goes, foi o responsável por apresentar a proposta. A proposta de convênio visa padronizar as capacitações profissionais, permitindo treinamentos compartilhados e o planejamento de operações em conjunto. Além disso, o objetivo é fortalecer a comunicação entre as diferentes guardas civis dos municípios envolvidos.

Outra faceta importante da proposta é a sugestão de unificação nos processos de aquisição de materiais, como armamentos. Com essa estratégia, os municípios esperam obter melhores preços por meio de compras em maior escala, garantindo assim uma utilização mais eficiente dos recursos públicos.

O presidente do Condesb e prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), expressou sua opinião sobre a proposta nas redes sociais, destacando que a iniciativa é fundamental para uma atuação regional mais efetiva das GCMs. “Que a gente consiga ter uma integração na formação dos guardas. Isso dá mais eficiência”, afirmou. Ele também ressaltou que, embora as guardas sejam municipais, a proposta é de que elas atuem como uma corporação metropolitana, colaborando para uma segurança pública mais robusta.

Reações das prefeituras da região

Cada prefeitura da Baixada Santista está avaliando a proposta conforme suas realidades e necessidades. A Prefeitura de Santos informou que não participou da reunião, mas destacou que sua GCM já implementa o compartilhamento de informações e operações em conformidade com o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSP) 2021–2030.

Por outro lado, a Prefeitura de Bertioga elogiou a proposta, considerando-a um avanço na segurança pública regional. A secretaria responsável pela segurança local afirmou que não identificou qualquer entrave à adesão e vê a integração como uma oportunidade para amplificar esforços sem comprometer as rotinas municipais.

Cubatão também reconheceu a relevância da medida, informando que está analisando todos os aspectos técnicos e jurídicos antes de decidir a adesão. Segundo a administração do município, ajustes poderão ser necessários, mas devem ser discutidos em conjunto com as outras cidades para garantir a eficiência do convênio.

Mongaguá expressou interesse na proposta e está desenvolvendo um estudo detalhado para avaliar seus impactos, destacando que a integração possibilitará operações mais amplas e de maior efetividade.

Em Praia Grande, a municipalidade destacou que o tema precisa de uma análise mais aprofundada, levando em consideração as questões práticas e operacionais que envolvem a proposta. A cidade ainda não definiu sua adesão ao convênio. Guarujá, por sua vez, decidiu que seu posicionamento será tomado após futuras deliberações no âmbito do Condesb.

Infelizmente, as prefeituras de Itanhaém e Peruíbe não responderam aos pedidos de informação até a publicação desta reportagem, deixando incógnitas sobre suas intenções em relação ao convênio proposto.

Um momento de homenagem e tragédia

Além do convênio em discussão, o clamor por segurança se intensificou após o falecimento do guarda civil municipal Alexsandro Lima do Nascimento, que foi morto durante um tiroteio em São Vicente. O cão que trabalhava ao seu lado, K9 Bolt, protagonizou uma cena emocionante ao se despedir do agente em seu velório, simbolizando a lealdade e parceria entre os profissionais e seus ajudantes.

Este contexto atual revela tanto os desafios quanto as potencialidades para a segurança pública na Baixada Santista. A integração das GCMs pode ser um passo significativo para criar uma rede de proteção mais eficiente e colaborativa, dependendo da adesão e comprometimento das diversas prefeituras da região.

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