O governo federal enviou ao Congresso nesta sexta-feira o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, prevendo um aumento de 11,24% nas despesas com salários e benefícios dos servidores, que passarão de R$ 315 bilhões em 2025 para R$ 350,4 bilhões no próximo ano.
Principais fatores do aumento nas despesas com pessoal
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o crescimento nas despesas deve-se a três motivos principais: reajustes salariais acordados com os servidores, reestruturações de diversas carreiras e a realização de novos concursos públicos, que terão impacto de até R$ 11,3 bilhões no orçamento.
Impacto de reajustes e novas contratações
R$ 12,1 bilhões do aumento previsto vêm de reajustes já aprovados para carreiras civis, como auditores da Receita Federal e médicos das universidades federais. Além disso, R$ 4,4 bilhões correspondem a novos acordos salariais que entram em vigor em 2026, enquanto R$ 5,3 bilhões referem-se às despesas com militares.
O orçamento também reserva R$ 1,5 bilhão para concursos e novas contratações em diferentes áreas do Executivo, além de R$ 1,8 bilhão para reforçar o quadro de professores e técnicos na rede de Institutos Federais.
Controle de gastos e projeções econômicas
Apesar do aumento na folha de pagamento, o governo afirma que os gastos estão sob controle em relação ao tamanho da economia brasileira. Segundo o Planejamento, as despesas com pessoal, que representavam 2,68% do PIB em 2022, devem cair para 2,59% em 2026.
O texto do projeto prevê a criação de 11,3 mil novas vagas, sendo 3,6 mil abertas pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Entretanto, o Ministério ressalta que a autorização para ocupação dessas vagas depende de decisões futuras e da disponibilidade de recursos durante a execução orçamentária.
Política de reestruturação do quadro de pessoal
Segundo o Ministério do Planejamento, a abertura de novas vagas faz parte de uma estratégia de recomposição do quadro de servidores, que passou por anos de restrições em concursos públicos. A iniciativa visa “oxigenar e reforçar” a administração pública, especialmente em áreas estratégicas, e melhorar a qualidade do serviço oferecido à população.
Perspectivas futuras
O governo destaca que, embora o orçamento preveja a criação de vagas, a contratação efetiva dependerá de fatores como a disponibilidade de recursos e de decisões políticas posteriores. A estimativa é que as medidas contribuam para uma administração pública mais eficiente e uma melhor prestação de serviços.
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