Brasil, 30 de agosto de 2025
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Prefeituras da região de Votorantim investigadas por contratos milionários

Quinze prefeituras em SP têm contratos com empresas sob suspeita de irregularidades e laranjas, levantando questões sobre a gestão pública.

Em uma apuração exclusiva da TV TEM, foi revelado que quinze prefeituras na região de Sorocaba, no interior de São Paulo, possuem vínculos com duas empresas suspeitas de práticas irregulares. Essas empresas, que atuam na fornecimento de uniformes escolares e alimentos para escolas, levantam indícios de que seus proprietários possam assumir papéis de laranjas. Uma das companhias envolvidas, a CB News, teve um contrato suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) devido a suspeitas de irregularidades que somam impressionantes R$ 7,6 milhões.

O panorama das empresas investigadas

A CB News, fornecedora de uniformes escolares para a Prefeitura de Votorantim, não é a única empresa sob investigação. Ela mantém contratos com outras prefeituras nas regiões de Sorocaba, Jundiaí e Itapetininga, totalizando aproximadamente R$ 90 milhões desde 2021. O envolvimento dessas empresas na gestão pública suscita preocupações sobre a transparência e a ética das contratações feitas por estes municípios.

A reportagem revelou que a proprietária atual da CB News, Nadyla Torres de Almeida, assumiu a empresa em agosto de 2022, logo após a saída da antiga proprietária, Camila Souza Costa. Durante a transição de propriedade, notou-se um aumento significativo no capital social da empresa, saltando de R$ 250 mil para R$ 5 milhões, o que levanta dúvidas sobre a origem e a justificação desse capital.

Contratos e suas implicações

Além do contrato com a Prefeitura de Votorantim, a CB News também foi lembrada por sua atuação em outras prefeituras da região, indicando um padrão de negociação que pode comprometer a fiscalização e o controle sobre o uso de recursos públicos. Há registros de que as comunidades atendidas não veem correspondência entre os valores pagos e a qualidade dos serviços prestados pelas empresas envolvidas.

A Global Atacadista, outra empresa da qual Camila é proprietária, também se destaca por manter contratos em municípios próximos, como Votorantim e Itapetininga. Existem relatos de que essa empresa tem fornecido alimentos para escolas, mas a sua conectividade com a CB News levanta suspeitas de possível conluio entre as empresas na execução de serviços públicos.

Estilo de vida das proprietárias gera desconfiança

O estilo de vida das proprietárias, conforme apurado pela equipe da TV TEM, contrasta drasticamente com os ganhos expressivos decorrentes das atividades empresariais. Enquanto Nadyla e Camila enfrentam dificuldades em suas vidas pessoais, suas empresas faturam cifras elevadas em contratos públicos. Tal discrepância sugere a possibilidade de que elas estejam utilizando laranjas para ocultar a verdadeira natureza dos negócios.

Roberto Livianu, procurador de Justiça e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, apontou que a evidência de disparidade entre o emprego na empresa e o estilo de vida das proprietárias é alarmante e deve ser investigada a fundo. “É evidente que há algo muito suspeito a ocorrer em torno dessas contratações e das empresas envolvidas”, afirmou Livianu.

Respostas das prefeituras

A Prefeitura de Votorantim, ao ser questionada, alegou que segue rigorosamente os processos legais para a contratação de serviços e que não tem conhecimento de qualquer irregularidade. As prefeituras de outras cidades mencionadas forneceram respostas variáveis, com algumas alegando que a CB News venceu licitações legítimas, mas sem compromissos atuais com serviços solicitados.

A falta de resposta ou de esclarecimentos adequados de algumas prefeituras sinaliza a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre a gestão dos contratos públicos e a transparência administrativa. Aproximar o cidadão da realidade dos contratos e de sua execução é fundamental para restaurar a confiança na administração pública.

Assim, a situação exposta pela reportagem da TV TEM não apenas revela irregularidades em contratos públicos, mas também desafia os órgãos responsáveis a atuarem com responsabilidade e transparência, a fim de garantir que a verba pública seja utilizada para o bem comum. Somente com rigorosas investigações será possível elucidar as nuances de um esquema que aparentemente envolve desvio de recursos e falta de ética no setor público.

A comunidade aguarda respostas e ações decisivas para assegurar que a administração pública funcione em prol da sociedade e para fiscalizar o uso adequado dos recursos que deveriam servir exclusivamente ao bem coletivo.

Para mais informações e atualizações sobre o caso, continue acompanhando nossas reportagens.

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