Brasil, 30 de agosto de 2025
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Senador Marcos do Val pede licença do mandato por questões de saúde

Ministro Alexandre de Moraes revoga medidas cautelares após afastamento do senador do Val.

O senador Marcos do Val, atualmente sem partido, solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma licença temporária de seu mandato, apresentando motivos de saúde para essa decisão. O pedido, que foi confirmado na recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na revogação de diversas medidas cautelares que estavam em vigor.

Afastamento por questão de saúde

Na decisão, Moraes afirmou que o afastamento do senador foi um dos fatores levados em consideração para a revogação parcial das medidas impostas ao parlamentar. O GLOBO reportou que a licença solicitada por do Val deve durar 119 dias. O laudo médico anexado ao pedido demonstrou a necessidade do afastamento para que o senador pudesse tratar de sua saúde adequadamente.

Revogação das medidas cautelares

Com base nos argumentos apresentados e na comprovação médica, o ministro Moraes decidiu relaxar algumas restrições que estavam em vigor contra do Val. As medidas que foram revogadas incluem o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento noturno ao domicílio, assim como o bloqueio de bens e salários do senador. Além disso, as restrições ao uso de suas redes sociais foram liberadas, permitindo que do Val pudesse retomar suas atividades comunicacionais.

Restrições ainda em vigor

No entanto, nem todas as limitações foram retiradas. Moraes manteve a apreensão dos passaportes de do Val e a proibição de que ele deixasse o país, refletindo a gravidade das investigações que pesam sobre o senador. Essas ações são parte de um contexto mais amplo, onde do Val está sendo investigado por sua suposta participação em atividades de obstrução de investigações relacionadas a organizações criminosas.

Investigação em andamento

Os desdobramentos legais de do Val não são pequenos. Ele é um dos alvos de investigações em andamento no STF por obstrução a investigações de organização criminosa e incitação ao crime. Junto a ele, outros nomes como Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo também foram indiciados pela Polícia Federal, no âmbito de uma investigação que examina a chamada trama golpista.

No pedido de licença enviado ao Senado, do Val expressou seu “respeito ao Estado Democrático de Direito e às instituições brasileiras”, afirmando que a Constituição deve ser o “norte que orienta a atuação dos homens públicos”. A solicitação e a eventual concessão de licença poderá impactar diretamente na dinâmica não só do Senado, mas também nas investigações mencionadas.

Implicações para o cenário político

O afastamento temporário do senador, embora justificado por motivos de saúde, suscita questões mais profundas sobre sua influência e participação em eventos políticos e legislativos durante o período em que está licenciado. A natureza das investigações em curso sobre sua conduta e seu papel em eventos considerados graves pelo STF continuam sendo um foco de atenção para a opinião pública e os meios de comunicação.

Essa situação começas a desenhar um panorama que poderá influenciar tanto a credibilidade de do Val quanto a percepção pública acerca da atuação de políticos imersos em contextos de investigação criminal. A maneira como o Senado e o STF lidam com as questões de saúde de seus membros, especialmente de figuras controversas, também poderá estabelecer precedentes importantes para futuras ações políticas e judiciais.

Fica a expectativa pelo desenrolar dos eventos, tanto em relação à saúde do senador quanto às investigações que vão além de sua pessoa, afetando a cena política nacional como um todo. A sociedade e os órgãos responsáveis devem acompanhar de perto não só a recuperação de do Val, mas também o impacto de suas transgressões na estrutura democrática brasileira.

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