Brasil, 30 de agosto de 2025
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Passageira relata espera de 2 horas por cadeira de rodas em voo da Latam

Luciana Macedo e André Araújo enfrentaram constrangimento após pouso, aguardando assistência em voo da Latam.

No último dia 27, a consultora de diversidade Luciana Trindade de Macedo, de 46 anos, e seu companheiro André Ancelmo Araújo, de 40, vivenciaram uma situação angustiante durante o voo LA 3528 da Latam, que partiu de Brasília em direção a Guarulhos, na Grande São Paulo. A passageira, cadeirante e usuária de um aparelho respiratório, não recebeu a cadeira de rodas após o pouso e ficou retida na aeronave por mais de duas horas, enfrentando constrangimento e desrespeito por parte da tripulação.

A situação crítica após o desembarque

O incidente começou quando Luciana e André, que havia optado pela Latam devido à sua política de assistência a passageiros com necessidades especiais, foram orientados pela equipe da companhia a mudar de lugar para a segurança dos demais. Contudo, Luciana estava incomodada com a justificativa emitida pela tripulação, que a descreveu como um “empecilho e insegurança” para outros passageiros. Após a mudança, o avião pousou às 16h38, mas a cadeira de rodas não chegou, deixando o casal sem entender o que estava acontecendo.

André relatou que, ao se levantar para ir ao banheiro, foi abordado por um comissário que justificou a mudança de poltrona, enfatizando que a segurança da passageira poderia estar em risco em caso de acidentes. “Como se a vida da Luciana não significasse algo”, desabafou André. O casal, diante da situação, tentou conversar com o comandante, mas as explicações foram escassas.

Desespero e falta de assistência

Com a espera se alongando, Luciana e André tentaram contato com a Anac, a Polícia Federal e a equipe da Latam em busca de respostas, mas sem sucesso. Quando a concessionária policial chegou, foi informado que a sua presença se deu por causa do “comportamento inadequado” de André quando se dirigiu aos funcionários da companhia. O que deveria ser uma assistência à saúde e bem-estar de Luciana transformou-se em um embate desnecessário que culminou em um chamado às autoridades.

A resposta da Latam e da Polícia Federal

A Latam Airlines se manifestou, afirmando que teve que solicitar apoio da Polícia Federal devido ao comportamento indisciplinado de André e negou que a assistência à Luciana tenha sido negada. Eles ainda alegaram que os passageiros foram informados da necessidade do acompanhamento policial e que não houve falhas no fornecimento de água ou retenção da cadeira de rodas.

Por outro lado, a Polícia Federal confirmou que a chamada se deu por um episódio de “mau comportamento” a bordo, decorrente da situação do casal. Um dos agentes relatou que a cadeira de rodas não foi entregue devido a uma orientação da supervisão da Latam, mantendo os passageiros retidos até a chegada da polícia.

A experiência emocional de Luciana

Luciana expressou sua indignação: “Eu estava muito vulnerável, sem saber a quem pedir ajuda. Nunca pensei que seria tratada dessa maneira”. Sua experiência, marcada pela falta de assistência e dignidade em um momento crítico, ressoa com a realidade de muitos passageiros com necessidades especiais que buscam segurança e respeito ao utilizar serviços de transporte aéreo.

O episódio levanta questões importantes sobre a inclusão e o atendimento a pessoas com deficiência em voos. O casal agora busca reparação e espera que essa situação sirva como um alerta para mudanças no atendimento e na assistência oferecida por companhias aéreas, promovendo um ambiente seguro e respeitoso para todos os passageiros.

Conforme a repercussão do caso se espalha nas redes sociais e na mídia, a pressão para que a Latam e outras companhias aéreas repensem seus protocolos de atendimento e assistência a passageiros com deficiência se torna cada vez mais forte. A luta por respeito e dignidade, como a vivenciada por Luciana e André, continua sendo uma questão fundamental na sociedade contemporânea.

O incidente serve como um recordatório da necessidade de mudança na percepção e no tratamento de pessoas com deficiência em todos os setores, especialmente em serviços essenciais como o transporte aéreo. Diante de situações tão desafiadoras, é essencial que haja uma resposta adequada e humana que priorize a dignidade e a segurança de todos.

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