O Ibovespa renovou seu recorde nesta sexta-feira, encerrando em alta de 0,26%, aos 141.422 pontos, impulsionado por uma rotação internacional de investimentos e otimismo com o cenário político e econômico do Brasil. No acumulado de 2025, o índice já dispara 17,57%, refletindo a atratividade do mercado brasileiro diante de contextos globais favoráveis.
Perspectiva internacional impulsiona o mercado brasileiro
De acordo com Gustavo Trotta, especialista da Valor Investimentos, a expectativa de um possível corte de juros nos Estados Unidos, esperado na próxima reunião do Federal Reserve, elevou o apetite dos investidores estrangeiros por ativos de risco, como ações do Brasil. “Essa expectativa trouxe fôlego para o mercado brasileiro”, afirmou Trotta.
A derrocada do dólar também contribuiu para essa movimentação, segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus. “A fraqueza relativa do dólar favoreceu moedas emergentes e facilitou uma diversificação maior dos investimentos globais, além de gerar uma rotação setorial e regional”, explicou.
Resiliência do Ibovespa diante da queda em Wall Street
Apesar do declínio nos índices americanos — Dow Jones caiu 0,20%, S&P 500 perdeu 0,64% e Nasdaq recuou 1,15% — o Ibovespa teve desempenho positivo nesta semana. Essa resistência evidencia a preferência dos investidores por mercados emergentes, especialmente o Brasil, diante de uma conjuntura internacional marcada por ruídos políticos e comerciais nos EUA.
Impactos políticos e eleições de 2026
O cenário eleitoral também influencia as apostas no mercado de ações. Segundo Luís Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, uma pesquisa do Instituto AtlasIntel mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à frente nas intenções de voto na disputa presidencial de 2026. Essa expectativa animou o mercado, elevando o Ibovespa em mais de 1%, já que há uma preferência por candidaturas que se mostrem mais favoráveis à responsabilidade fiscal e ao mercado.
Parte do setor financeiro espera que a possível vitória de Tarcísio traga maior estabilidade e atração de investimentos ao Brasil, como apontado por empresários e agentes do mercado em conversas com o colunista Lauro Jardim.
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