Brasil, 30 de agosto de 2025
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Polêmica: Justiça autoriza funeral com honras militares para Ashli Babbitt

A decisão divide opiniões: enquanto defensores comemoram, críticos enxergam uma afronta às vítimas da insurreição de 6 de janeiro

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos autorizou a realização de um funeral com honras militares para Ashli Babbitt, vítima da invasão ao Capitólio em 2021. A decisão, que reverteu uma resolución anterior, gerou intensa controvérsia entre apoiadores e opositores da ex-militar.

Honras militares concedidas à ex-veterana

Segundo o Departamento de Assuntos de Veteranos, honras militares geralmente incluem tocar a sinfonia de taps e a doação da bandeira americana ao familiar. A determinação foi assinada pelo vice-secretário da Força Aérea, Matthew Lohmeier, após uma análise detalhada do caso. A decisão busca reconhecer Babbitt como veterana, apesar de sua participação na insurreição de 6 de janeiro de 2021, quando ela tentou entrar no Legislativo durante o movimento de apoiadores de Donald Trump.

Circunstâncias e controvérsias

A morte de Babbitt ocorreu após ela ativamente ignorar ordens do policial Capitolino Lt. Michael Byrd, que a atingiu na porta do Salão do Orador com vários relatos de que ela tentava passar por um vidro quebrado. Byrd foi posteriormente inocentado de qualquer delito após investigações do Ministério Público e da Polícia do Capitolino. Ele afirmou que, ao ver Babbitt, não conseguiu determinar se ela estava armada, e que agiu por “último recurso” para proteger membros do Congresso e policiais.

Apesar do começo de uma batalha judicial por uma indenização de $30 milhões, o governo federal fechou um acordo de $5 milhões com a família de Babbitt, sob críticas de que o valor era insuficiente. Fundamentais políticos de direita, como os apoiadores de Trump, passam a defender a homenagem, alegando que ela foi injustamente morta em um ato de legítima defesa.

Reações e opiniões polarizadas

O ex-representante Adam Kinzinger (R-Ill.), ex-integrante da comissão do Congresso sobre 6 de janeiro, criticou duramente a decisão da Força Aérea. Ele declarou que honrar Babbitt com honras militares constitui “uma desonra” à sua própria carreira militar e ao serviço prestado por colegas que enfrentaram atos de terrorismo doméstico.

Por outro lado, a organização conservadora Judicial Watch, apoiadora da família, considerou a reversão como uma vitória contra o que denominam uma decisão “cruel” do governo Biden. O diretor executivo do grupo, Tom Fitton, chegou a convidar a família a participar pessoalmente de uma homenagem no Pentágono.

Contexto de extremismo e desinformação

De acordo com análises de veículos como o Bellingcat, Babbitt tinha ligação com o movimento QAnon, defendendo teorias da conspiração que acusam elites de controlar o mundo por meio de uma rede de pedófilos satânicos. Suas redes sociais estavam recheadas de conteúdo apoiando a narrativa de Trump e do movimento conspiratório.

Durante o ataque ao Capitolio, Babbitt assume um papel simbólico para seguidores de extremismo, tendo sido vista com bandeiras de campanha de Trump e publicando ameaças de uma “tempestade” contra o que ela chamava de “Estado profundo”.

Repercussões e críticas adicionais

Políticos e policiais que estiveram na linha de frente do 6 de janeiro também repudiaram a decisão. O ex-policial Aquilino Gonell, que se aposentou devido às sequelas do ataque, afirmou que a homenagem é uma traição aos oficiais que lutaram para defender o Legislativo.

Enquanto isso, a Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre a controvérsia, que reforça o debate sobre os limites do reconhecimento aos que participaram de atos considerados criminosos e insurrecionais contra o Estado.

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