Brasil, 29 de agosto de 2025
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STF nega habeas corpus e mantém prisão de Robinho por estupro

O ex-jogador teve seu pedido de liberdade negado pelo STF, acumulando votos contra a liberação.

O assunto que está gerando grande repercussão no Brasil é a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por meio do voto do ministro Flávio Dino, negou o pedido de liberdade do ex-jogador de futebol Robinho. Com esse posicionamento, já são oito votos contrários ao habeas corpus solicitado pela defesa do atleta, em contraste com apenas um voto a favor. O julgamento se concluirá às 23h59 desta sexta-feira.

A maioria dos votos desfavoráveis a Robinho

Durante o julgamento que ocorreu nesta quinta-feira, a maioria desfavorável a Robinho foi definida com o voto do ministro Edson Fachin. Até o momento, apenas os ministros Nunes Marques e Luís Roberto Barroso não apresentaram suas opiniões sobre o caso. A condenação de Robinho, que ocorreu em 2017, foi por um estupro cometido contra uma jovem albanesa em uma boate de Milão, em 2013. O ex-jogador nega veementemente as acusações, alegando que a relação foi consensual.

Condenação e recurso ao STF

No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou que Robinho cumprisse sua pena de nove anos no Brasil, após a confirmação da condenação na Itália. Além disso, a Corte determinou sua prisão imediata. A defesa do ex-jogador recorreu ao STF, mas o pedido inicial de habeas corpus foi negado, tanto pelo relator Luiz Fux quanto pelo plenário do tribunal, que votou majoritariamente contra a liberação, com nove votos a dois.

Embargos de declaração e argumentos da defesa

Após a negativa, a equipe de advogados de Robinho apresentou embargos de declaração, que são recursos legais utilizados para esclarecer determinados pontos de uma decisão. O argumento central do recurso se baseia em um ponto do voto do ministro Gilmar Mendes, que havia se manifestado a favor da liberação de Robinho, mas não foi considerado pelos demais ministros. A questão em discussão envolve o princípio de que a legislação penal não pode retroagir de forma a prejudicar o réu, ou seja, uma nova lei não deve ser aplicada a casos já julgados.

A Lei de Migração e suas implicações

Outro ponto relevante no julgamento é a Lei de Migração de 2017, que permite o cumprimento de sentenças emitidas no exterior dentro do território brasileiro. A defesa de Robinho argumenta que essa legislação não deve ser aplicada ao seu caso, já que a modificação tem natureza penal e o crime foi cometido em 2013, antes da adoção da nova lei. Contudo, a maioria dos ministros do STF entendeu que a alteração legislativa é de natureza processual, o que não impede sua aplicação no caso do ex-jogador.

Com o julgamento em andamento e a possibilidade de novos desdobramentos, Robinho continua na expectativa de sua liberdade. O caso não apenas gera polêmica entre os amantes do futebol, mas também levanta importantes questões sobre o tratamento legal de crimes sexuais e a aplicação das leis no Brasil.

Enquanto isso, o debate público se intensifica, com diferentes opiniões sobre a culpabilidade ou inocência do ex-atleta. A sociedade aguarda com ansiedade a decisão final do STF, que terá um impacto significativo tanto na vida de Robinho quanto na percepção sobre a Justiça em casos similares.

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