Aos 82 anos, Carlos Alberto Parreira segue acumulando grandes histórias — dentro e fora do futebol. Em 2023, ele foi diagnosticado com Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, e precisou fazer tratamento com quimioterapia. Ele foi perguntado sobre o problema de saúde em um podcast e comemorou a recuperação, que ocorreu de forma tranquila.
Superando desafios com otimismo
Durante sua participação no Basticast, disponível no YouTube, Parreira relatou o seu diagnóstico e o tratamento que enfrentou. “Fui diagnosticado bem no início, fiz tratamento, doze sessões de quimioterapia e chegou a ser um momento de temor, mas o médico me disse que era perfeitamente tratável, não se preocupa, e vai ficar bom. E ficou mesmo, graças a Deus. Eu nunca passei mal”, compartilhou.
O ex-treinador da seleção brasileira, que liderou o time ao tetracampeonato em 1994, enfatizou que seu organismo resistiu bem ao tratamento. Ele mencionou que as sessões de quimioterapia aconteciam a cada quinze dias e que, apesar do diagnóstico temeroso, nunca se sentiu mal ao longo do processo. Essa experiência de superação não apenas celebrou sua recuperação, mas também mostrou sua força e determinação.
Opiniões sobre a seleção brasileira
Além de compartilhar sua experiência de saúde, Parreira também falou sobre a atual seleção brasileira e o novo treinador, Carlo Ancelotti. Ele não poupou elogios ao comentar sobre o trabalho do técnico: “Ele é excelente, um excepcional treinador. Um bom comunicador, conhece futebol, os jogadores gostam dele”. Parreira se lembrou de suas interações com Ancelotti, afirmando que teve a oportunidade de vê-lo no Milan e que sempre foi impressionado por sua maneira de trabalhar.
Uma questão que tem gerado muitas discussões entre os torcedores é a ausência de Neymar nas convocações de Ancelotti. O jogador ficou de fora por problemas físicos, e muitos se questionam sobre seu futuro na seleção. Contudo, Parreira acredita que a idade não é um fator limitante: “O Neymar tem só 33 anos. Ainda dá para uma pegada final porque qualidade ele tem demais. Neymar não é só finalização, ele vem no meio de campo, ele mete cada buena; ele é muito inteligente para jogar”, afirmou.
A importância de estrelas no time
Para o ex-treinador, Neymar ainda pode ser muito útil para a seleção, especialmente em uma Copa do Mundo. “Tem que ter estrelas, tem que ter jogadores decisivos, tem que ter jogadores que façam a diferença, e o Neymar tem isso tudo”, complementou Parreira, mostrando sua esperança em relação à contribuição do jogador para o sucesso da equipe.
Preparativos para a Copa do Mundo
Com a próxima Copa do Mundo se aproximando, marcada para acontecer nos Estados Unidos, México e Canadá, Parreira destacou a importância do trabalho sério e estruturado. Ele comentou que essa será uma oportunidade para a seleção brasileira retomar seu protagonismo no futebol mundial: “Não tem jeito, é trabalho. Ter coordenação, ter uma boa equipe, ter um bom espírito, ter planejamento, ter uma maneira definida de jogar. Isso é fundamental, saber o que quer”, pontuou.
Neste contexto, a seleção brasileira enfrentará o desafio de quebrar um jejum de títulos que já dura 24 anos desde o tetra em 1994. Parreira acredita que, com as estratégias corretas e uma equipe bem definida, o país tem potencial para voltar a brilhar nos gramados internacionais.
Os relatos de Carlos Alberto Parreira não são apenas sobre um ícone do futebol brasileiro, mas também uma fonte de inspirador otimismo. Sua força ao lidar com desafios pessoais e sua visão para a seleção brasileira ilustram a resiliência que muitos torcedores desejam ver refletida em campo.