Brasil, 29 de agosto de 2025
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Lula defende que Bolsonaro é julgado por suas próprias ações

Presidente Lula afirma que ex-presidente Bolsonaro não é alvo do governo, mas das consequências das suas tentativas de manter-se no poder.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou um evento em Contagem, Minas Gerais, nesta sexta-feira (29/8), para comentar a situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula afirmou que Bolsonaro não está sendo julgado pelo seu governo, mas pelas consequências das suas ações para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.

“Não somos nós que estamos processando o ex-presidente. É a bobagem que ele fez que está resultando em um processo contra ele, com denúncias e delações do próprio pessoal dele. Não é o senador Rodrigo Pacheco que está processando ele, não é a Marília [prefeita de Contagem (MG)], não sou eu. É a tentativa de golpe que ele tentou dar em 8 de Janeiro”, declarou Lula durante o discurso.


Cerco judicial a Jair Bolsonaro

A situação judicial de Jair Bolsonaro vem se deteriorando rapidamente nos últimos meses. Em novembro de 2024, a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente por tentativas de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Em fevereiro de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra Bolsonaro acusando-o de organização criminosa e deterioração de patrimônio tombado, entre outros crimes.

No mês seguinte, Bolsonaro se tornaria réu quando a Primeira Turma do STF acolheu a denúncia contra ele e outros sete acusados, considerados parte do núcleo central de uma suposta trama golpista. Já em julho, o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas cautelares contra o ex-presidente, marcando o fortalecimento da pressão judicial em relação às suas ações. As medidas visavam combater a coação e a obstrução da justiça, além de proteger a soberania nacional.

Além disso, em agosto, Moraes impôs prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por descumprimento das medidas cautelares, referindo-se a postagens feitas pelo ex-presidente durante manifestações de apoio, o que configurou uma violação significativa às restrições impostas.


Críticas a Eduardo Bolsonaro e defesa da soberania brasileira

Durante seu discurso em Contagem, Lula também aproveitou para criticar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos Estados Unidos e tem atuado como interlocutor referente às tarifas de 50% impostas pela Casa Branca ao Brasil. Lula o classificou como “o maior traidor da história desse país”.

Sobre as tarifas, o presidente reafirmou pretensões de fortalecer a soberania brasileira e destacou que novas parcerias comerciais estão sendo buscadas para ampliar o mercado consumidor brasileiro. Na semana anterior, o vice-presidente Geraldo Alckmin viajou ao México com o objetivo de avançar em acordos comerciais nas áreas agropecuária e industrial.

Cabe salientar que a visita de Lula a Contagem também incluiu a entrega do trecho três do corredor viário da Avenida Prefeito Newton Cardoso. Ele estava acompanhado do ministro das Cidades, Jader Filho, e anunciou novas propostas ligadas a obras de mobilidade urbana.

Os eixos Mobilidade em Grandes e Médias Cidades e Renovação de Frota, do novo PAC, contam com investimentos que superam os R$ 9 bilhões, com projetos tanto no setor privado quanto público. Para o projeto de Mobilidade em Grandes e Médias Cidades, estão previstos financiamentos para iniciativas relacionadas a BRTs, metrôs, VLTs, corredores exclusivos e ciclovias integradas ao transporte coletivo.

Essas linhas de financiamento, que têm recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), oferecem condições especiais, com juros de 5,5% ao ano para transporte sobre trilhos e 6% ao ano para os demais projetos de mobilidade.

O movimento de Lula em eventos como este, além de buscar um alinhamento em sua agenda política, também visa salientar a preocupação com a mobilidade urbana e o desenvolvimento regional, temas esses que ele considera fundamentais para a proposta de um Brasil mais equitativo e acessível.

Com isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece em um cerco judicial que aguarda desdobramentos, enquanto Lula busca fortalecer sua agenda e formar uma base sólida de apoio em meio a um cenário político conturbado.

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