Brasil, 29 de agosto de 2025
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Reforma administrativa propõe aposentadoria obrigatória aos 75 anos para cartórios

Relator da proposta na Câmara sugere aposentadoria compulsória aos 75 anos de titulares de cartórios, além de outras mudanças na gestão pública

A proposta de reforma administrativa em tramitação na Câmara, liderada pelo relator Pedro Paulo (PSD-RJ), inclui uma medida que determina a aposentadoria obrigatória aos 75 anos para titulares de cartórios. Atualmente, esses profissionais podem ocupar o cargo até o final da vida, sem limite de idade.

Mudanças na aposentadoria e na gestão dos cartórios

De acordo com o projeto, a aposentadoria compulsória aos 75 anos visa promover maior alternância no comando dos cartórios, que são serviços públicos operados pelo setor privado mediante concurso público desde 1988. A medida busca incentivar a renovação e evitar a ocupação prolongada por parte de titulares.

Remuneração e regulamentação

Além da aposentadoria obrigatória, a reforma prevê estabelecer um teto de remuneração líquida para titulares de serviços de notas. Estes, embora ingressem na função por concurso, não são considerados funcionários públicos e atualmente não estão sujeitos ao teto salarial do funcionalismo.

Outro ponto importante é a criação de uma lei nacional que regulamente a cobrança de emolumentos, taxas e valores pagos aos cartórios. Hoje, esses preços variam de estado para estado, dependendo de projetos de lei enviados pelos tribunais de justiça e aprovados pelas assembleias estaduais, o que gera grande desigualdade.

Reformas no Judiciário e outros setores

A proposta também traz mudanças nas verbas indenizatórias do Judiciário, propondo maior controle sobre esses recursos e a diminuição de benefícios considerados “penduricalhos”. Além disso, prevê a proibição da aposentadoria compulsória como punição a juízes e promotores.

Outros pontos destacados na reforma

Entre as medidas, estão a definição de critérios de avaliação de desempenho, limite de férias a 30 dias, manutenção do teto salarial para servidores e funcionários de estatais não dependentes, como BNDES e Caixa, além de a possibilidade de demissão de juízes e membros do Ministério Público por meio de processo administrativo garantido de defesa e contraditório.

Também há propostas para limitar o home office a 20% da força de trabalho, com possibilidade de exceções, e para unificar concursos públicos por meio do Concurso Nacional Unificado (CNU).

Contexto e perspectivas da reforma

A iniciativa surgiu em maio sob orientação do presidente da Câmara, Hugo Motta, que criou grupo de trabalho para formular a nova reforma. O relator, Pedro Paulo, espera apresentar três textos — um projeto de lei (PL), um projeto de lei complementar (PLP) e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) — com envio ao Congresso e votação prevista já para setembro.

Segundo Pedro Paulo, o objetivo é promover maior eficiência, transparência e combate a privilégios no serviço público, incluindo a modernização dos serviços notariais e de registro. A reforma também visa estabelecer regras mais claras e homogêneas para todos os entes federais.

Para saber mais detalhes sobre as medidas propostas, acesse a matéria completa no O Globo.

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