Brasil, 29 de agosto de 2025
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CNI pede prudência em disputa comercial entre Brasil e EUA

A Confederação Nacional da Indústria recomenda cautela diante da escalada da disputa por tarifas entre Brasil e Estados Unidos, buscando diálogo

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu nesta sexta-feira a necessidade de cautela na escalada da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizar a abertura de consultas para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra a tarifa de 50% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros. A entidade reforçou a importância de manter o diálogo e evitar medidas que possam prejudicar a relação bilateral, construída ao longo de mais de 200 anos.

Busca por diálogo e estratégias da indústria brasileira

De acordo com nota oficial, a CNI afirmou que “o setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência”, destacando que “não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica”. Uma comitiva de mais de 100 líderes empresariais da instituição deve partir na próxima semana para Washington, com o objetivo de dialogar com autoridades e representantes do setor privado americano, além de preparar uma audiência pública marcada para 3 de setembro, relacionada a investigação prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Posição do governo brasileiro e negociações em andamento

Apesar de ter acionado formalmente a Lei da Reciprocidade, o governo brasileiro mantém interesse em negociações com os Estados Unidos, cujo processo pode durar até sete meses, envolvendo etapas de consulta e contraditório, segundo o Itamaraty. Lula afirmou que não há pressa para aplicar a medida, justificando a decisão ao dizer que “não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos”.

O presidente destacou ainda que, se os norte-americanos estiverem dispostos a negociar, o Brasil também está. “Nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia. Até agora, não conseguimos falar com ninguém, então eles não estão dispostos a negociar”, afirmou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia.

Outras ações e perspectivas futuras

Além do acionamento da Lei da Reciprocidade, o Brasil abriu consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para defender seus interesses. O objetivo do governo é buscar alternativas para reverter a tarifa de 50% ou obter mais rapidamente exceções às tarifas sobre produtos brasileiros, conforme destacou Ricardo Alban, presidente da CNI.

Para reforçar sua estratégia, o Brasil também prepara-se para uma audiência pública em setembro, onde continuará buscando soluções diplomáticas e negociações que possam impedir a escalada da disputa comercial.

Perspectivas para o diálogo e a relação bilateral

A entidade industrial reforça que as economias brasileira e americana são complementares e que a relação construída ao longo de décadas deve ser preservada. “Nosso propósito é abrir caminhos para contribuir com uma negociação eficaz, buscando a reversão das tarifas e um entendimento que beneficie ambos os lados”, afirmou Alban.

A situação ainda está em fase de negociações, com o Brasil buscando alternativas diplomáticas para reverter as tarifas de Trump e fortalecer seu posicionamento no cenário internacional. O próximo movimento na relação bilateral será acompanhado de perto, especialmente após a visita da delegação brasileira a Washington.

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