Brasil, 29 de agosto de 2025
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Lula defende a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro

A declaração do presidente foi feita em entrevista e levantou polêmicas sobre o exercício do mandato do deputado no exterior.

Nesta sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou clara sua posição sobre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao afirmar que ele não deveria exercer seu mandato do exterior. Em uma entrevista veiculada pela Rádio Itatiaia, o líder petista classificou como “extremamente necessário” a cassação do mandato do parlamentar, afirmando já ter discutido o assunto com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

As declarações de Lula sobre Eduardo Bolsonaro

Lula não hesitou em criticar Eduardo Bolsonaro, referindo-se a ele como “um dos maiores traidores da pátria no mundo”. O comentário vem em um contexto de desavenças políticas na relação entre o governo atual e a administração anterior de Jair Bolsonaro. “Eu já falei com o presidente Hugo Motta, já falei com vários deputados. É extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro”, enfatizou o presidente.

Recentemente, Eduardo Bolsonaro enviou um ofício a Hugo Motta solicitando permissão para exercer seu mandato mesmo estando nos Estados Unidos, onde se encontra atualmente. O parlamentar alerta que, se não retornar ao Brasil, poderá ter seu mandato cassado após faltar a mais de um terço das sessões do ano.

Investigações contra Eduardo e Jair Bolsonaro

A situação de Eduardo Bolsonaro se complica ainda mais devido a um indiciamento por parte da Polícia Federal, que também inclui seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ambos foram acusados de crimes relacionados à coação no curso do processo e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Essa investigação está relacionada a supostas articulações para aumentar as sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Lula criticou os argumentos utilizados por Eduardo para justificar a aplicação das sanções, afirmando que são “totalmente inverídicos”. O presidente ressaltou que a regulação das grandes empresas de tecnologia, conhecida como “big techs”, é uma prioridade do seu governo, destinada a proteger a liberdade de expressão e cumprir a legislação brasileira.

Regulamentação das big techs

“É importante o presidente americano compreender que o Brasil tem uma legislação, tem uma Constituição. Todas as empresas, de qualquer nacionalidade, que estejam implantadas no Brasil, devem cumprir a legislação”, afirmou o presidente. Ele anunciou que, na próxima semana, o Governo Federal apresentará ao Congresso Nacional uma proposta para regulamentar as big techs, já tendo obtido um avanço com a aprovação de uma lei que combate a chamada “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a intenção do governo é estabelecer medidas que previnam abusos contra os consumidores e alinharem-se às discussões internacionais sobre a regulamentação das tecnologias. Países como Estados Unidos e nações da União Europeia têm buscado ampliar a fiscalização em relação ao uso de dados pessoais e outras regulamentações pertinentes.

Agenda de Lula em Minas Gerais

Na manhã de sexta-feira, Lula chegou a Minas Gerais para cumprir uma agenda em Contagem, onde proporá investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O foco está na melhoria da mobilidade urbana, com investimentos em múltiplas formas de transporte, incluindo BRTs, ônibus elétricos e novas construções de infraestrutura para o transporte público.

Além dos investimentos, Lula deve oficializar a expansão da malha metroviária em Contagem, com a inserção de duas novas estações. Ele também visitará obras em andamento, como a construção de uma nova avenida e a finalização de um corredor viário.

No período da tarde, o presidente se deslocará para Montes Claros, onde participará da inauguração de um centro de tecnologia que visa o desenvolvimento do cultivo da macaúba, uma matéria-prima fundamental para a produção de combustíveis sustentáveis.

A comitiva do presidente em Minas Gerais contará com várias autoridades ministeriais, incluindo Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil), além de representantes como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja da Silva.

Com toda essa programação, a questão da cassação de Eduardo Bolsonaro promete ser um tema central nos próximos dias, destacando a tensão entre o governo atual e os aliados da administração anterior.

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