No dia 29 de agosto, a prefeitura de São Paulo anunciou a desapropriação do Clube Banespa, localizado em Santo Amaro, na zona sul da capital. A decisão, assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), tem como objetivo a construção de um parque, um complexo esportivo e uma unidade do Centro de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na área. A resolução foi aprovada pela Câmara Municipal, recebendo 53 votos favoráveis e nenhum contrário.
Desapropriação do Clube Banespa e seus impactos
Com uma área avaliada em R$ 1 bilhão e extensão de 61 mil metros quadrados, a desapropriação do terreno marcaria um passo significativo na resolução de um longo litígio entre a associação que administra o clube e o banco Santander, que assumiu o Banespa após a privatização. A medida pode finalmente encerrar o conflito que tem gerado incertezas e tensões entre os moradores da região.
O Santander havia solicitado na justiça a suspensão do contrato de comodato que o autorizava a manter o clube em funcionamento. Se o banco tivesse sucesso em sua ação, o terreno poderia ser vendido no mercado livre, o que se tornaria inviável com a construção do parque. No entanto, a implementação do projeto ainda depende do pagamento de uma indenização ao proprietário do espaço.
O que vem pela frente: parque e centro de TEA
A criação do parque em Santo Amaro foi uma promessa do prefeito, que enfatizou a importância de espaços verdes e de lazer para a população da cidade. A proposta não só pretende oferecer uma área de convivência e atividades esportivas, mas também reforça o compromisso do governo municipal com a saúde mental e o atendimento às pessoas que vivem com TEA. A unidade do centro será a segunda da cidade, seguindo a primeira, inaugurada na zona norte em janeiro de 2023. O prefeito já havia prometido mais três unidades em diferentes regiões da capital, atendendo a demanda crescente por serviços especializados.
Expectativas e reações da comunidade
A desapropriação e a proposta de criação do parque e do centro de TEA têm gerado expectativas positivas entre os moradores da região. Muitos veem a medida como uma oportunidade de revitalização do espaço urbano e de melhoria da qualidade de vida. A construção do parque poderá fornecer um local de lazer acessível para famílias e crianças, incentivando atividades ao ar livre e promovendo a integração social.
Próximos passos
A desapropriação, no entanto, não vem sem desafios. A negociação da indenização ao proprietário do terreno é um aspecto crucial para que o projeto avance. O prefeito Nunes, em suas declarações, enfatizou que a prioridade é garantir que o processo ocorra de forma transparente e respeitosa, beneficiando tanto a cidade quanto o antigo proprietário do clube.
Com a desapropriação do Clube Banespa, São Paulo se posiciona na busca por um modelo de cidade mais inclusivo, que atenda às necessidades de lazer, esporte e saúde mental. A expectativa é de que as obras comecem em breve, ampliando as oportunidades de convivência e cuidado para todos os cidadãos paulista.
A população acompanha atentamente o desenrolar dessa história e as promessas do governo municipal, ansiosos para ver concretizados os planos de um espaço que promete contribuir significativamente para a qualidade de vida na zona sul.