No início da manhã da última quinta-feira (28), Araguaína, norte do Tocantins, foi palco de uma tragédia. Edina Helena Almeida, uma mulher carinhosa e dedicada, perdeu a vida de forma brutal ao ser atropelada enquanto caminhava na calçada, a caminho de uma aula do curso de técnico em enfermagem.
Um dia fatídico para Edina Helena
Edina Helena, de 39 anos, estava se dirigindo para sua aula quando sofreu o acidente no cruzamento das ruas Aquiles de Pina e 13 de Junho, no setor Rodoviário. Segundo informações da Polícia Militar, o acidente ocorreu após um carro desrespeitar a sinalização de parada obrigatória, colidindo com outro veículo. O impacto fez com que um dos carros perdesse o controle e atingisse Edina, que estava na calçada, arrastando-a e deixando-a embaixo do veículo.
A sobrinha da vítima, Daiane da Silva, recordou a ferida irreparável que a família enfrenta. “Ela era uma mulher guerreira, casada, dedicada à família e muito amada. É muito difícil falar sobre ela, porque a Edina tinha um coração iluminado e seus sonhos foram interrompidos”, lamentou Daiane. O desespero da família é palpável, e eles registraram um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para que as circunstâncias do acidente sejam devidamente investigadas.
O desejo de justiça e a dor da perda
“Queremos justiça porque a vida dela foi tirada de uma forma muito bruta e dolorosa. A vida e os sonhos dela foram interrompidos, e a família está com um ‘aperto’ enorme por uma pessoa tão amada”, disse Daiane da Silva. A Polícia Civil, através da 29ª Delegacia de Polícia de Araguaína, já está cuidando do caso para elucidar as circunstâncias que levaram ao trágico acidente.
Edina não era apenas uma estudante dedicada; além de cursar técnico em enfermagem, ela também trabalhava como agente de combate a endemias e era cuidadora da mãe, que sofreu um AVC e se tornou dependente. Segundo Daiane, Edina era a base da família, dedicando seu tempo livre integralmente à mãe debilitada, que se alimenta por sonda.
A paixão pela enfermagem e uma vida interrompida
Com uma forte determinação, Edina sempre sonhou em se formar na área da saúde. Ela tinha uma paixão genuína por cuidar dos outros e decidiu deixar seu emprego como agente para se dedicar inteiramente ao cuidado da mãe. “Ela era uma pessoa muito amada e carinhosa com todos, mas teve a vida interrompida”, afirmou a sobrinha, evidenciando o caráter altruísta da tia.
Despedida de Edina Helena
A cerimônia de despedida de Edina acontece nesta sexta-feira (29), no cemitério local da cidade, às 16h. A perda de Edina Helena é um lembrete triste de como a vida pode ser incerta e a importância de respeitar as regras de trânsito pela segurança de todos.
O caso de Edina ressalta a necessidade de um olhar mais atento e cuidadoso sobre a segurança no trânsito, especialmente em áreas urbanas onde pedestres são vulneráveis. Enquanto sua família lida com essa dor insuportável, a sociedade deve se lembrar do nome de Edina e buscar justiça em seu nome.
Enquanto isso, a comunidade de Araguaína se une em solidariedade à dor da família e espera por respostas que tragam algum conforto nesse momento tão difícil.
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