A lista dos 300 bilionários brasileiros divulgada pela Forbes nesta quinta-feira (28) revela que, entre os jovens com menos de 30 anos, sete têm forte conexão com a WEG, empresa considerada a terceira maior do país em valor de mercado. Os herdeiros diretos das ações da multinacional representam uma parcela significativa do ranking dos mais ricos na faixa de até 30 anos.
Quem são os jovens bilionários ligados à WEG em 2025
De acordo com os dados da revista Forbes, Amelie Voigt Trejes, de 20 anos, é a segunda bilionária mais jovem do mundo, com um patrimônio estimado em R$ 3,4 bilhões. Ela herdou ações da empresa de sua mãe, dividindo-as com irmãos. Lívia Voigt, também de 20 anos, possui um patrimônio de R$ 6,6 bilhões e é líder na lista entre os jovens com menos de 30 anos, herdando parte das ações de sua avó, Valsi Voigt.
Outros nomes incluem Felipe e Pedro Voigt Trejes, ambos com 23 anos, que herdaram suas participações na WEG; além de Helena Marina e Ana Flávia da Silva Petry, ambas com 23 e 26 anos respectivamente, filhas de herdeiras que também possuem ações na multinacional. Ainda na lista, Dora Voigt de Assis, com 27 anos, possui um patrimônio de R$ 6,6 bilhões, e também é herdeira das ações da empresa.
A expansão e liderança da WEG no mercado brasileiro
Fundada em 1961 por Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, a WEG conquistou seu espaço no mercado global de motores elétricos e equipamentos industriais. Em janeiro deste ano, a multinacional superou a Vale e se consolidou como a terceira maior empresa de capital aberto do Brasil, com valor de mercado de R$ 223,4 bilhões.
Segundo a revista InfoMoney, a diversificação das operações e a forte presença internacional — cerca de 60% do faturamento vem de vendas ao exterior — são fatores essenciais para esse crescimento. A exposição ao dólar, juntamente com custos em reais, permite à WEG ampliar suas margens diante das variações cambiais.
O perfil dos outros jovens bilionários na lista
Além dos herdeiros da WEG, outros nomes se destacam na lista, como Pedro Franceschi, fundador da fintech Brex, avaliada em US$ 12,3 bilhões, e Isabella Feffer, herdeira do Grupo Suzano, avaliado em R$ 67,2 bilhões. Max Van Hoegaerden Telles, com 29 anos, é filho do bilionário Marcel Telles e participa das operações da AB InBev, a maior cervejaria do mundo.
O ranking foi elaborado com base nas cotas de fechamento de ações em 30 de junho de 2025, considerando dados oficiais e auditados. Apesar da transparência, a Forbes alerta que os patrimônios podem estar subestimados, uma vez que apenas informações públicas são consideradas.
O impacto do crescimento dos jovens bilionários brasileiros
A presença expressiva de herdeiros ligados à WEG entre os mais jovens reforça a força de empresas familiares de destaque no Brasil e a influência de heranças na acumulação de riqueza. Essa tendência também evidencia o papel de famílias tradicionais no cenário econômico nacional, com gerações mais jovens atingindo patamares bilionários ainda na faixa dos 20 e 30 anos.
Segundo especialistas, essa dinâmica pode consolidar as empresas familiares como protagonistas na economia, impulsionando inovação e crescimento sustentável no país. Os próximos anos devem revelar se esse perfil se manterá entre as principais fortunas brasileiras de menor idade.
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