O Atlético-MG anunciou, nesta sexta-feira, a demissão do técnico Cuca, apenas dois dias após a derrota para o Cruzeiro, por 2 a 0, na Arena MRV, na ida das quartas de final da Copa do Brasil. A decisão foi comunicada em uma reunião envolvendo o CSO do clube, Paulo Bracks, e o diretor de futebol, Victor Bagy, revelando uma mudança significativa nas diretrizes do clube mineiro.
O fim de um ciclo no Galo
Com essa demissão, chega ao fim a quarta passagem do treinador pelo Atlético, que obteve um aproveitamento de 57% nesta última passagem, contabilizando 22 vitórias, 11 empates e 12 derrotas, além de conquistar um título do Campeonato Mineiro. Cuca, em sua declaração, reconheceu a dificuldade da situação e agradeceu a todos que participaram de sua trajetória, desde os jogadores até a diretoria.
“Entendo a demissão. Acho que ela se justifica pelos últimos resultados no Campeonato Brasileiro. Infelizmente, perdemos jogadores importantíssimos que nos fizeram muita falta”, disse Cuca. Ele expressou sua gratidão, especialmente aos torcedores, com quem compartilhou a esperança de conquistar mais um título: “Queria ser campeão novamente com eles. Tinha muita expectativa na Copa Sul-Americana. Minha alegria era fazê-los felizes”, afirmou.
Desempenho e desafios enfrentados
Cuca chegou ao Atlético-MG em dezembro do ano passado, com um contrato assinado até o fim de 2026. Desde sua chegada, o time apresentou um desempenho regular, mas, atualmente, ocupa a 12ª posição no Campeonato Brasileiro e está nas quartas da Copa Sul-Americana, além de estar em desvantagem na Copa do Brasil.
Ao todo, somando suas quatro passagens pelo clube (2012/13, 2021, 2022 e 2025), Cuca comandou o Atlético em 289 jogos, resultando em 156 vitórias, 66 empates e 67 derrotas, com um aproveitamento de 61,5%. Ele se posiciona como o quarto técnico com mais partidas à frente do Galo, atrás apenas de Telê Santana, Procópio Cardoso e Levir Culpi.
Conflitos e problemas pessoais
Após a derrota para o Cruzeiro, Cuca teve um desentendimento com o diretor-executivo do rival, Paulo Pelaipe, em um episódio que culminou em uma discussão durante a saída dos times do gramado. Este tipo de tensão no clima do futebol pode ter contribuído para a pressão sobre o treinador e, consequentemente, sua demissão.
Dentre os desafios que Cuca enfrentou, também esteve um problema de saúde que o acometeu nos últimos dias. Durante a coletiva, ele revelou estar lidando com um problema no ombro, o que prejudicou sua capacidade de treinar a equipe de forma adequada. “Estou um pouco abatido. Amanhã (hoje) passo por cirurgia às 6 da manhã. Isso tem me incomodado para dormir, e esse abatimento também passa por isso”, comentou o treinador.
Próximos passos para o Atlético-MG
Agora, o Atlético-MG precisa encontrar um novo técnico que possa reverter a situação e buscar a classificação nas competições em que ainda está envolvido. O jogo da volta da Copa do Brasil está marcado para o dia 11 de setembro, no Mineirão, onde o clube precisará lutar para superar a desvantagem e seguir em frente na competição.
A demissão de Cuca marca mais um capítulo na tumultuada trajetória do clube nas últimas temporadas, trazendo à tona a necessidade de mudanças estruturais para garantir melhores resultados e um desempenho condizente com a tradição do Atlético-MG no futebol brasileiro.