Brasil, 29 de agosto de 2025
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PF investiga vazamento em megaoperação contra o PCC no setor de combustíveis

A Polícia Federal prepara um inquérito para apurar possível vazamento de informações após operação que libertou principais suspeitos do crime organizado no setor

A Polícia Federal vai instaurar um inquérito para investigar um possível vazamento de informações na megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28), que combate o crime organizado no setor de combustíveis. A cúpula da corporação demonstrou preocupação ao constatar que mais da metade dos investigados com mandado de prisão não foi localizada durante a operação.

Foragidos principais incluem ‘Primo’ e ‘Beto Louco’

Dentre os oito suspeitos foragidos, de um total de 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal, estão os principais líderes do esquema criminoso responsável por contaminar o setor de combustíveis: Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.

Delegados e agentes envolvidos nas investigações da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (DICOR) têm se reunido desde a manhã para entender como tantos alvos, principalmente os principais, conseguiram fugir. As atividades de monitoramento, que costumam preceder operações de prisão, indicam que muitos suspeitos teriam saído de casa um dia antes da ação policial.

Suspeitas de facilitação e vazamento de informações

Segundo fontes da investigação, há indícios de que houve facilitação por parte de agentes públicos ou vazamento de informações que teriam contribuído para as fugas. O inquérito busca esclarecer as circunstâncias das fugas, considerando a complexidade das apurações que envolveram diversos órgãos, incluindo policiais, fiscais e o Ministério Público de várias regiões.

“Temos pistas de que os alvos monitorados fugiram de casa dias antes da operação, o que é atípico”, declarou um dos investigadores. A equipe tenta determinar se houve alguma ação facilitadora para impedir a prisão dos suspeitos e reforça o empenho de prender os indivíduos que continuam foragidos.

Operação revela grupo criminoso infiltrado na cadeia produtiva do álcool

As apreensões realizadas nesta quinta-feira indicam que a rede liderada pelo PCC também se infiltrou na cadeia produtiva do álcool, além do setor de combustíveis. O material recolhido até o momento é considerado relevante e poderá desvendar novos grupos envolvidos em esquemas de adulteração e sonegação de impostos.

Rastreamento de fintechs e novas estratégias de lavagem de dinheiro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o crime organizado precisará buscar novos caminhos para esconder e multiplicar suas fortunas, já que a utilização de fintechs e fundos de investimento para lavagem de dinheiro será intensamente monitorada.

“Vamos usar inteligência artificial para rastrear todas as movimentações financeiras suspeitas, acompanhar quem abastece as contas, para onde vai o dinheiro e as transações feitas”, explicou Haddad. Segundo ele, a fiscalização dessas empresas será tão rigorosa quanto à aplicada ao setor bancário, e movimentações atípicas serão rapidamente identificadas pela tecnologia.

Perspectivas futuras e ações intensificadas

Autoridades prometem aprofundar as investigações para identificar e prender os envolvidos que continuam foragidos, além de esclarecer a eventual existência de vazamentos de informações que facilitaram as fugas. A operação desta quinta-feira reforça o compromisso de combater organizações criminosas que atuam com operações milionárias no Brasil, especialmente na manipulação do mercado de combustíveis e na lavagem de dinheiro.

Mais detalhes sobre as ações, as apreensões e os desdobramentos da investigação podem ser acompanhados pelo g1.

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